Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Brasil

/

PGR apoia remição de pena de Bolsonaro com leitura de livros, mas rejeita pedido de smart TV

Brasil

PGR apoia remição de pena de Bolsonaro com leitura de livros, mas rejeita pedido de smart TV

.Procuradoria também autoriza assistência religiosa e defende restrições para evitar acesso à internet e redes sociais

PGR apoia remição de pena de Bolsonaro com leitura de livros, mas rejeita pedido de smart TV

Foto: Antonio Augusto/ Secom/PGR

Por: Metro1 no dia 14 de janeiro de 2026 às 18:38

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se nesta quarta-feira (14) favoravelmente ao pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro possa reduzir a pena de 27 anos e três meses, imposta no processo da trama golpista, por meio da leitura e resenha de livros.

O órgão também se posicionou a favor da concessão de assistência religiosa, nos termos da Lei de Execução Penal, desde que as visitas de pastores ocorram exclusivamente na condição de líderes espirituais, e não como agentes políticos.

Por outro lado, a PGR defendeu a rejeição do pedido para instalação de uma smart TV no local onde Bolsonaro cumpre pena. Para a Procuradoria, a medida não é considerada razoável, uma vez que o acesso permanente à internet dificultaria o controle sobre eventuais proibições de uso de redes sociais e de comunicação com pessoas não autorizadas.

“A conexão permanente à rede mundial de computadores inviabilizaria o controle sobre as proibições de acesso a redes sociais e a comunicação com terceiros não autorizados. O acompanhamento de notícias, por sua vez, poderá ser viabilizado por outros meios que não comprometam as determinações judiciais nem a disciplina interna do estabelecimento”, afirmou a PGR no parecer.

O órgão ponderou ainda que poderia ser autorizado algum tipo de acesso à televisão por assinatura, desde que não permita interação direta ou indireta com terceiros, ou seja, sem ligação com a internet. Ressaltou, porém, que todos os custos decorrentes de eventual autorização deverão ser arcados pelo próprio sentenciado.

A decisão final sobre os pedidos caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução da pena no Supremo Tribunal Federal. Ainda não há prazo definido para o julgamento