
Brasil
Justiça começa a analisar tragédia de Brumadinho após sete anos
Audiências podem levar 15 réus a julgamento por rompimento de barragem que matou 272 pessoas em Minas Gerais

Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini
Sete anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), a tragédia que matou 272 pessoas começa a ser analisada pela Justiça. As audiências de instrução têm início em 23 de fevereiro, na 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, e devem se estender até maio de 2027, com oitiva de vítimas, testemunhas e réus.
Ao todo, 15 pessoas podem responder criminalmente pelo caso, sendo 11 ex-diretores, gerentes e engenheiros da Vale e quatro funcionários da empresa alemã TÜV SÜD, responsável por atestar a estabilidade da barragem. Ao fim do processo, a Justiça poderá decidir pelo envio do caso a júri popular.
O rompimento ocorreu em 25 de janeiro de 2019 e, passados 2.557 dias, ainda não houve responsabilização criminal. A tragédia é frequentemente associada a outros desastres ambientais envolvendo a mineração no país, como Mariana e o afundamento do solo em Maceió, episódios que também seguem sem condenações penais.
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