
Brasil
Entenda o caso do cão comunitário agredido em área nobre de Florianópolis
Caso ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias; principais suspeitos são quatro adolescentes

Foto: Reprodução/Redes sociais
Agredido em uma das regiões mais nobres de Florianópolis, o cão comunitário Orelha precisou ser eutanasiado no dia 5 de janeiro, em razão dos graves ferimentos. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias, principalmente porque os principais suspeitos são quatro adolescentes.
De acordo com a Polícia Civil, as agressões ocorreram no dia 4 de janeiro, e a denúncia foi recebida pelo órgão no dia 16 do mesmo mês. A delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pelo caso, informou que a identificação dos suspeitos foi possível a partir da análise de outros registros feitos na região no mesmo período, além de depoimentos de testemunhas. A instituição também informou que dois dos adolescentes estão na cidade e outros dois estão nos Estados Unidos, em uma viagem pré-programada.
Além dos menores de idade, três pessoas foram indiciadas como suspeitas de coagir uma das testemunhas. Dois pais e o tio de um dos adolescentes teriam ameaçado o vigilante de um condomínio, que possuía uma foto capaz de auxiliar na investigação. Por segurança, ele foi afastado do trabalho.
Em coletiva à imprensa realizada nesta terça-feira (27), a Polícia Civil informou que, somente no inquérito que apura o crime de coação, 22 pessoas já foram ouvidas. A Justiça não autorizou a apreensão de aparelhos eletrônicos dos adultos investigados.
Outro caso
Os adolescentes envolvidos também teriam tentado afogar outro cachorro conhecido pelos moradores da Praia da Brava como Caramelo, que costumava andar ao lado de Orelha. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, o cão chegou a ser levado ao mar pelo grupo, mas conseguiu escapar. Há imagens dos adolescentes pegando o animal no colo e testemunhas relataram que viram o grupo jogando o cachorro no mar.
Dócil e brincalhão
O cão Orelha vivia em uma das casas mantidas pela comunidade da Praia da Brava. Ele e outros animais amparados haviam se tornado mascotes da região. Muito querido por frequentadores da praia, incluindo turistas, o cão era conhecido por ser dócil e brincalhão.
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