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Banco Central abre investigação interna sobre liquidação do Banco Master

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Banco Central abre investigação interna sobre liquidação do Banco Master

Investigação interna visa apurar falhas na fiscalização e instabilidade institucional gerada pela liquidação extrajudicial

Banco Central abre investigação interna sobre liquidação do Banco Master

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Por: Metro1 no dia 29 de janeiro de 2026 às 11:33

O Banco Central (BC) iniciou uma auditoria interna para investigar a condução do caso do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, após a liquidação extrajudicial da instituição em novembro do ano passado. O objetivo é apurar possíveis falhas na supervisão e na detecção das operações de risco do banco, além de analisar a instabilidade gerada pelo processo. A auditoria é sigilosa e conduzida de forma independente pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo. As informações são do blog de Valdo Cruz, no G1.

Como parte da investigação, os chefes do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, foram afastados de suas funções. Ambos pediram para deixar os cargos, mas até o momento não há acusações formais contra eles. Dentro do BC, Galípolo enfatiza que a medida busca apenas evitar que situações similares se repitam, e não se trata de uma “caça às bruxas”.

A liquidação extrajudicial do Master, decretada pelo BC, encerrou as atividades do banco e nomeou um liquidante para controlar e encerrar suas operações, retirando a instituição do sistema financeiro nacional. O caso gerou questionamentos em várias instâncias, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF), devido às operações suspeitas de compra de carteiras de crédito fraudulentas e ao crescimento arriscado do banco.

O TCU chegou a determinar inspeção sobre a liquidação, mas o BC recorreu, resultando em um acordo institucional para que as próximas etapas sejam conduzidas por diligências técnicas, sem inspeção formal. A investigação interna do BC pretende, assim, documentar e corrigir falhas na supervisão, garantindo maior controle sobre operações financeiras de risco no futuro.