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BRB excluiu R$ 51 bilhões e negou R$ 5 bilhões na compra do Master, diz ex-presidente

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BRB excluiu R$ 51 bilhões e negou R$ 5 bilhões na compra do Master, diz ex-presidente

Paulo Henrique Costa defendeu ainda que BRB aplicou um deságio de R$ 3 bilhões nas compras ou trocas de carteiras — ou seja, adquiriu abaixo do valor

BRB excluiu R$ 51 bilhões e negou R$ 5 bilhões na compra do Master, diz ex-presidente

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 29 de janeiro de 2026 às 13:26

Durante depoimento à Polícia Federal (PF), o ex-presidente do Banco de Brasília ( BRB ) Paulo Henrique Costa afirmou que a instituição excluiu R$ 51,2 bilhões dos ativos e passivos do Banco Master durante a negociação para sua aquisição. Segundo ele, a operação de aquisição do banco nunca chegou a ser concluída, visto que a instituição teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC).

Além dos R$ 51,2 bilhões que sequer foram levados à mesa, Paulo Henrique Costa afirmou que cerca de R$ 5 bilhões em ativos oferecidos pelo Master foram negados após serem submetidos à avaliação de risco, jurídica e de compliance do Banco de Brasília. Ele defendeu ainda que o BRB aplicou um deságio de R$ 3 bilhões nas compras ou trocas de carteiras — ou seja, adquiriu abaixo do valor. 

Para o ex-presidente, demitido em 19 de novembro de 2025, após ter sido afastado em 18 de novembro de 2025 por decisão judicial no âmbito da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

O BRB rejeitou, para além dos R$ 5 bilhões negados após auditoria, aproximadamente R$ 2 bilhões em certificados de ações do antigo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) que foram oferecidos pelo Master em substituição às carteiras podres anteriormente adquiridas — de acordo com fontes.

BC abre investigação interna sobre liquidação do Banco Master
O Banco Central (BC) iniciou uma auditoria interna para investigar a condução do caso do Banco Master, após a liquidação extrajudicial da instituição em novembro do ano passado. O objetivo é apurar possíveis falhas na supervisão e na detecção das operações de risco do banco, além de analisar a instabilidade gerada pelo processo. A auditoria é sigilosa e conduzida de forma independente pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.