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CEO do Grupo Fictor é um dos alvos de operação contra fraudes bilionárias na Caixa

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CEO do Grupo Fictor é um dos alvos de operação contra fraudes bilionárias na Caixa

Rafael Góis é investigado em um esquema que pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões

CEO do Grupo Fictor é um dos alvos de operação contra fraudes bilionárias na Caixa

Foto: Reprodução/Linkedin

Por: Metro1 no dia 25 de março de 2026 às 11:19

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de fraudes no sistema financeiro da Caixa Econômica Federal. Entre os principais alvos está o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, investigado em um esquema que pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões. As informações são da CNN.

Mandado contra CEO e investigação do esquema

Segundo a PF, Rafael Góis é alvo de mandado de busca e apreensão dentro da investigação que apura fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. A ação também mira outros envolvidos e ocorre em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com autorização da Justiça Federal de São Paulo.

A apuração começou em 2024, após indícios de um grupo estruturado para obter vantagens ilegais em operações bancárias. De acordo com a PF, o esquema envolvia cooptação de funcionários de instituições financeiras e uso de empresas para movimentar e ocultar valores obtidos de forma irregular.

Acusações e situação do grupo Fictor

Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, com penas que podem ultrapassar 50 anos. Em paralelo, a Fictor Holding Financeira enfrenta recuperação judicial desde fevereiro e já citou dificuldades operacionais após repercussões envolvendo tentativas de negócios no setor bancário.

Mandados, bloqueios e alcance da operação

Ao todo, são cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva. Até a última atualização, 14 pessoas haviam sido presas. A Justiça também determinou bloqueio de até R$ 47 milhões em bens e ativos financeiros, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.