Brasil
Entenda projeto que garante ao trabalhador direito de não responder mensagens fora do expediente

Proposta deve ser votada na CCJ do Senado, enquanto entidades defendem punição apenas após trânsito em julgado

Foto: fim da aposentadoria compulsória como forma de punição disciplinar
Associações de magistrados, integrantes do Ministério Público e militares articulam mudanças na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da aposentadoria compulsória como forma de punição disciplinar.
A principal reivindicação é que a penalidade só possa ser aplicada após o chamado trânsito em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso judicial.
A PEC, relatada pela senadora Eliziane Gama (PT-MA), está prevista para ser votada nesta quarta-feira (08) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Até o momento, a parlamentar não promoveu alterações no relatório nem sinalizou que irá acolher as demandas das categorias.
Nos bastidores, senadores avaliam a pressão como uma tentativa de corporativismo. Ainda assim, a proposta tem boa receptividade entre líderes partidários.
O texto também recebeu três emendas, apresentadas pelos senadores Sergio Moro (PL-PR), Rogério Carvalho (PT-SE) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que ainda serão analisadas. Apesar do avanço na CCJ, ainda não há previsão de quando a matéria será levada ao plenário do Senado.
A proposta foi apresentada originalmente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, à época em que exercia mandato como senador. Em decisão recente, no último dia 16, Dino reforçou que a aposentadoria compulsória não deve mais ser aplicada como punição máxima a magistrados por infrações disciplinares.
Na decisão, o ministro destacou que, desde a alteração constitucional de 2019, a sanção mais severa passou a ser a perda do cargo, substituindo o afastamento remunerado. Ainda assim, a prática da aposentadoria compulsória continuou sendo adotada em alguns casos.
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