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Brasil condena ataques de Israel ao Líbano após anúncio de cessar-fogo
Itamaraty alerta para risco de nova escalada no Oriente Médio e cobra cumprimento de resolução da ONU

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) condenou os ataques de Israel contra o Líbano, realizados um dia após o anúncio de cessar-fogo no conflito regional.
Em nota, o Itamaraty afirmou que a intensificação da ofensiva ocorre logo após a trégua anunciada por Irã e Estados Unidos e alertou para o risco de uma nova escalada de violência e instabilidade na região.
Segundo o governo brasileiro, os ataques atingiram áreas extensas e deixaram um saldo inicial de 254 mortos e 1.165 feridos. O Brasil também reiterou a defesa da soberania e da integridade territorial libanesa.
“O Brasil insta Israel a suspender imediatamente suas ações militares e a retirar todas as suas forças do território libanês”, diz o comunicado, que também pede o cumprimento integral da Resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU.
A resolução, aprovada após a Guerra do Líbano de 2006, estabelece um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah e prevê a criação de uma zona tampão monitorada pela missão de paz da ONU no país.
Apesar do anúncio de cessar-fogo, Israel iniciou a maior ofensiva no Líbano desde o início da atual fase do conflito. O Irã ameaçou romper o acordo, alegando que a trégua deveria abranger todas as frentes no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Líbano não fazia parte do acordo. Já o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador, declarou que o país estava incluído nas negociações.
Diante do cenário, países europeus e a União Europeia têm pressionado para que o Líbano seja incorporado ao acordo de cessar-fogo.
A atual escalada ocorre em meio ao agravamento das tensões regionais desde a guerra iniciada em 2023 na Faixa de Gaza, que reacendeu os confrontos entre Israel e o Hezbollah.
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