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Alcolumbre marca sessão para analisar veto de Lula ao PL da Dosimetria

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Alcolumbre marca sessão para analisar veto de Lula ao PL da Dosimetria

Proposta pode reduzir penas por atos antidemocráticos e beneficiar réus do Atos de 8 de janeiro de 2023

Alcolumbre marca sessão para analisar veto de Lula ao PL da Dosimetria

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 09 de abril de 2026 às 18:37

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou para o dia 30 de abril uma sessão do Congresso Nacional destinada a analisar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado Projeto de Lei da Dosimetria.

A informação foi divulgada pelo parlamentar nesta quinta-feira (9), por meio de nota oficial. Segundo Alcolumbre, a sessão terá como único item na pauta o veto nº 3 de 2023, relacionado ao PL 2162/2023.

O projeto foi integralmente vetado por Lula no início de janeiro, durante evento no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos Atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Na ocasião, o presidente defendeu as condenações impostas aos envolvidos, afirmando que os julgamentos ocorreram com respeito ao devido processo legal. “Todos eles tiveram amplo direito de defesa, foram julgados com transparência e imparcialidade”, declarou.

A proposta aprovada pelo Congresso em dezembro altera as regras de cálculo das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Pelo texto, quando houver prática simultânea de tentativa de golpe de Estado e outros crimes correlatos, deve ser aplicada apenas a pena mais grave, em vez da soma das punições.

Além disso, o projeto prevê mudanças na progressão de regime, reduzindo o tempo necessário para que condenados passem do regime fechado para o semiaberto ou aberto.

Caso o veto seja derrubado, a medida poderá impactar diretamente réus envolvidos nos atos antidemocráticos, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira, Walter Braga Netto e Augusto Heleno.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil também apontam que as alterações não se restringem a casos políticos e podem beneficiar outros condenados, ao flexibilizar regras gerais de dosimetria e execução penal.