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Estudantes de direito são afastados após atacar homem com arma de choque em Belém

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Estudantes de direito são afastados após atacar homem com arma de choque em Belém

Vídeos mostram agressão contra pessoa em situação de rua; MPF abre apuração e polícia investiga o caso

Estudantes de direito são afastados após atacar homem com arma de choque em Belém

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 14 de abril de 2026 às 16:01

Atualizado: no dia 14 de abril de 2026 às 16:07

Um homem em situação de rua foi atacado com uma arma de choque na manhã de segunda-feira (13), em frente a uma universidade particular na avenida Alcindo Cacela, em Belém. Um dos estudantes foi levado à delegacia no mesmo dia e já foi liberado.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram duas ocasiões em que um dos estudantes se aproxima da vítima, que caminhava de costas, e aplica descargas elétricas.

Os universitários, ambos do curso de direito, foram identificados pela polícia como Altemar Sarmento Filho, apontado como o agressor, e Antonio Coelho, que filmava. Os dois foram afastados pela instituição de ensino. 

Nas imagens, é possível ver os estudantes rindo durante a agressão. O caso gerou revolta nas redes sociais e provocou reações do Ministério Público Federal (MPF) e de uma deputada estadual na Assembleia Legislativa do Pará, que cobram providências.

Relatos de estudantes indicam que a agressão teria ocorrido durante uma dinâmica de “verdade ou desafio”. Há ainda informações de que práticas semelhantes já teriam acontecido anteriormente contra outras pessoas em situação de rua.

Segundo testemunhas, entregadores de aplicativo que passavam pelo local presenciaram a cena e tentaram alcançar os suspeitos. Os estudantes correram para dentro do Centro Universitário do Estado do Pará, enquanto os trabalhadores foram impedidos de entrar por seguranças.

Em nota, a instituição lamentou o ocorrido e informou que adotou medidas imediatas de colaboração com as autoridades. Os alunos foram afastados e um procedimento administrativo interno foi aberto.

A universidade informou ainda que o Regulamento Geral e o Código de Ética e Conduta serão aplicados para definir as punições.

A Polícia Civil do Pará informou que o suspeito foi apresentado pela Polícia Militar para prestar depoimento. Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso será investigado.

O Ministério Público Federal abriu apuração e informou que fará uma representação criminal ao Ministério Público do Estado do Pará, responsável pela investigação na esfera penal.

Na Assembleia Legislativa, a deputada Lívia Duarte (PSOL) pediu a abertura de inquérito e classificou o caso como possível lesão corporal ou tortura, além de citar humilhação e aporofobia. “Segundo os relatos, o ato de violência gratuita teria sido perpetrado como parte de um jogo denominado ‘verdade ou desafio’, evidenciando um completo desprezo pela dignidade humana e pela integridade física de um cidadão em estado de extrema vulnerabilidade”, afirmou.

Confira o vídeo: