
Brasil
PF investiga esquema bilionário envolvendo Banco Master em três frentes
Inquéritos analisam captação de recursos e atuação no mercado

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master, que está em liquidação. As apurações foram organizadas em três frentes principais e analisam a atuação da instituição no mercado financeiro e possíveis irregularidades na captação de recursos. As informações são da coluna de Elijonas Maia, da CNN.
Eixo em São Paulo
O primeiro núcleo da investigação ocorre em São Paulo e examina a relação do banco com outros setores financeiros, além do crescimento patrimonial de Daniel Vorcaro nos últimos anos. Segundo a PF, ele seria a figura pública da instituição, mas outras quatro pessoas estariam no comando real. A apuração aponta que o banco captou valores elevados com apoio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), envolvendo recursos de institutos de previdência municipais e estaduais.
Captação de recursos públicos
Os investigadores indicam que representantes do banco visitaram diversos municípios para atrair investimentos. Parte desses aportes teria sido feita com dinheiro de aposentadorias de servidores públicos. Um dos casos envolve um instituto de previdência do interior paulista, que investiu R$ 13 milhões em uma operação considerada de risco.
Fraudes no Distrito Federal
O segundo eixo da investigação está no Distrito Federal e analisa operações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, que podem chegar a R$ 12 bilhões. De acordo com a PF, houve uso de recursos públicos em troca de vantagens indevidas. O ex-presidente do BRB foi preso preventivamente, suspeito de receber benefícios milionários, incluindo imóveis de alto padrão.
Desdobramentos e novos inquéritos
A terceira frente reúne investigações derivadas, que incluem contratação de influenciadores digitais para defender o banco e críticas a órgãos reguladores. Também são analisados vazamentos de mensagens e possíveis conexões com autoridades. Apesar da divisão, as provas são compartilhadas entre as equipes, embora a maior parte do material apreendido ainda esteja em análise em São Paulo.
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