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Brasil consegue repatriação de fóssil cearense levado irregularmente para a Europa

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Brasil consegue repatriação de fóssil cearense levado irregularmente para a Europa

Exemplar deverá integrar acervo do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri

Brasil consegue repatriação de fóssil cearense levado irregularmente para a Europa

Foto: Marcos Sales/IFCE Campus Acopiara

Por: Metro1 no dia 11 de maio de 2026 às 11:10

O fóssil do dinossauro Irritator challengeri, retirado ilegalmente do Brasil há mais de três décadas, será devolvido pela Alemanha ao país. O anúncio foi feito em 20 de abril, em declaração conjunta entre os governos brasileiro e alemão, e representa um avanço no processo de repatriação do patrimônio paleontológico brasileiro.

O exemplar foi encontrado na região da Chapada do Araripe, no Ceará, mas estava desde 1991 no acervo do Museu Estatal de História Natural de Stuttgart. O fóssil havia sido comercializado por um negociante particular, contrariando a legislação brasileira de 1942, que determina que fósseis localizados em território nacional pertencem ao Estado.

O processo de devolução contou com participação do governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), que atuou nas articulações internacionais para viabilizar o retorno da peça.

Segundo a pasta, Brasil e Alemanha reforçaram, na declaração conjunta, a importância da cooperação científica entre os países para pesquisas paleontológicas e intercâmbio de conhecimento e acervos.

A expectativa é que o fóssil retorne ao Brasil nos próximos meses, após a conclusão dos procedimentos burocráticos e logísticos necessários para o transporte da peça, que exige cuidados específicos de conservação.

Quando chegar ao país, o material deverá passar a integrar o acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens.

O Irritator challengeri viveu há cerca de 110 milhões de anos, durante o período Cretáceo. O animal era carnívoro e tinha aproximadamente 6,5 metros de comprimento.

O nome do dinossauro surgiu a partir da palavra inglesa “irritation”. Os paleontólogos responsáveis pela análise da peça relataram que o crânio havia sido alterado por contrabandistas antes da venda. Partes ausentes foram preenchidas com gesso para aumentar o valor comercial do fóssil, o que exigiu um trabalho cuidadoso de remoção do material adulterado.