
Brasil
"Vamos tirar de presídio a marca de escritório do crime”, diz ministro da Justiça e Segurança Pública
Declaração é feita um dia após lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Um dia após o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, disse que um dos principais objetivos da iniciativa é impedir que as penitenciárias continuem servindo como centros de comando para organizações criminosas.
“Vamos tornar as cadeias mais seguras e tirar delas esta característica de escritório do crime”, disse Lima nesta quarta-feira (13) no programa Bom Dia, Ministro.
A intensificação da segurança nos presídios brasileiros é um dos quatro eixos estruturantes da nova abordagem de enfrentamento às organizações criminosas, junto com a asfixia financeira do crime organizado, a qualificação da investigação de homicídios e o combate ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos.
Lançada na última terça-feira (12) pelo governo federal, a proposta prevê investimentos diretos nos quatro eixos que, somados, chegarão a cerca de R$ 1,06 bilhão. Cerca de R$ 330,6 milhões do valor total serão destinados para ações que foquem na ampliação, controle e vigilância em instituições prisionais, “interrompendo a capacidade de articulação criminosa a partir das prisões”.
De acordo com o texto, 138 estabelecimentos prisionais de todo o país serão dotados dos recursos humanos e materiais necessários para promover esses espaços ao “padrão de segurança máxima”, semelhante ao dos cinco presídios federais em funcionamento no país. Apesar de representarem aproximadamente 10% do total de presídios no Brasil, os estabelecimentos selecionados concentram quase 19% de toda a população carcerária do país e mais de 80% das lideranças de organizações criminosas, responsáveis por planejar ações ilícitas e distribuir ordens.
O ministro afirma que, para receber da União os equipamentos de segurança, como detectores de metal e bloqueadores de celulares, os governos estaduais não vão precisar aderir formalmente ao programa.
“Temos certeza absoluta de que nenhum estado se furtará a ser beneficiado com uma ação tão importante, que impacta tanto a segurança pública em favor da coletividade”, comentou Wellington, que afirmou ainda que o programa Brasil Contra o Crime Organizado foi previamente discutido com representantes das secretarias de Administração Penitenciária, de Justiça e de Segurança Pública de todos os estados, bem como do Poder Judiciário e do Ministério Público.
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