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Polícia desarticula grupo suspeito de fraudar informações no Detran do DF

Investigação aponta invasões digitais para apagar multas e transferir veículos

Polícia desarticula grupo suspeito de fraudar informações no Detran do DF

Foto: MCTI/Divulgação

Por: Metro1 no dia 15 de maio de 2026 às 12:06

Atualizado: no dia 15 de maio de 2026 às 12:21

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta sexta-feira (15), a Operação Bypass para desarticular um grupo suspeito de invadir o sistema do Departamento de Trânsito do Distrito Federal e aplicar fraudes envolvendo veículos, multas e financiamentos. Segundo informações do Metrópoles, os criminosos utilizavam um programa clandestino para acessar ilegalmente a plataforma Getran, responsável pelo gerenciamento dos registros veiculares do órgão.

Sistema de invasão

As investigações começaram há cerca de quatro meses, após denúncias de transferências irregulares de veículos pertencentes a empresas, realizadas sem autorização dos proprietários. Com o avanço das apurações, a polícia identificou que o grupo criou um sistema capaz de imitar plataformas oficiais do Detran-DF e automatizar operações fraudulentas em velocidade incompatível com ações humanas.

Fraudes e esquema

De acordo com a Polícia Civil, a ferramenta realizava centenas de acessos por segundo diretamente no domínio oficial do órgão, utilizando mecanismos para dificultar o rastreamento digital. O esquema permitia a exclusão indevida de multas, transferências ilegais de veículos para empresas de fachada, emplacamentos fraudulentos e regularizações irregulares de registros de condutores. Os investigadores também identificaram o uso de documentos adulterados para obtenção de financiamentos em instituições financeiras.

Organização criminosa

Segundo a corporação, o grupo possuía divisão de funções. Enquanto uma parte era responsável pelas invasões e pela manutenção do sistema clandestino, outros integrantes captavam clientes interessados nas fraudes e organizavam a circulação do dinheiro obtido ilegalmente, com movimentações consideradas típicas de lavagem de dinheiro. O Detran-DF colaborou com a investigação ao fornecer registros de acesso que ajudaram a identificar conexões suspeitas.

Mandados e penas

A Justiça autorizou cinco mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão no Distrito Federal. Também foram determinados bloqueios de contas bancárias, apreensão de veículos de luxo e recolhimento de equipamentos eletrônicos usados pelos investigados. Os suspeitos poderão responder por invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.