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Cão Orelha: Justiça de SC arquiva caso após pedido do Ministério Público

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Cão Orelha: Justiça de SC arquiva caso após pedido do Ministério Público

Conclusão do MP é que adolescentes investigados pela morte não estavam juntos ao cão no período do ocorrido

Cão Orelha: Justiça de SC arquiva caso após pedido do Ministério Público

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 15 de maio de 2026 às 15:19

Em resposta a um pedido do Ministério Público, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou, na última quinta-feira (14), o arquivamento do caso que trata da morte do “Caso Cão Orelha", morto na Praia Brava, em Florianópolis, no dia 4 de janeiro. A conclusão do MP é que os adolescentes investigados e o cão não estiveram juntos no período do ocorrido.

A manifestação aponta que o animal apresentava quadro grave e crônico de osteomielite, infecção que atinge os ossos, na região maxilar esquerda, condição identificada em laudo pericial produzido após a exumação do corpo.  O laudo indica que não foram constatadas fraturas ou lesões compatíveis com ação humana.

O documento protocolado no dia 08 de maio pelo MP reúne, segundo o Tribunal, a análise de quase dois mil arquivos digitais, entre vídeos, fotografias e dados extraídos de celulares apreendidos, além dos relatos de adolescentes e testemunhas. O argumento do Ministério Público é que análises das câmeras de vigilância confirmaram um descompasso temporal de cerca de 30 minutos entre os sistemas de monitoramento.

Segundo o órgão, com a correção da linha do tempo, concluiu-se que o adolescente investigado e o cão “Orelha” não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão. Foi acatada pela Justiça catarinense a justificativa de que as evidências técnicas e testemunhais indicam que a morte do cão “Orelha”, submetido à eutanásia, está associada a uma condição grave e preexistente, e não a agressão.

Entenda 
O caso repercutiu no início deste ano após denúncias de maus-tratos praticados por adolescentes contra o cão comunitário conhecido como Orelha, que vivia na região da Praia Brava — parte turística de Florianópolis — há cerca de dez anos. Na época, o porteiro de um condomínio enviou áudios e fotos em um grupo de vigilantes de WhatsApp, acusando um grupo de adolescentes residentes no local de ter espancado o animal na praia.

Em 4 de janeiro, ele foi encontrado debilitado, com inchaço na região do rosto, e levado a uma clínica veterinária, onde precisou ser submetido à eutanásia.