
Brasil
STM mantém condenação de civis por envolvimento em furto de metralhadoras do Exército
Acusados receberam pena de 18 anos de prisão por comércio ilegal de armas de uso restrito

Foto: Exército Brasileiro / Divulgação
O Superior Tribunal Militar (STM) decidiu, por unanimidade, manter a condenação de dois civis envolvidos no furto e na comercialização de armamentos do Arsenal de Guerra de São Paulo. A Corte negou os recursos apresentados pelas defesas e confirmou a pena de 18 anos de reclusão para ambos pelo crime de comércio ilegal de arma de fogo de uso proibido ou restrito.
O caso está relacionado ao furto de 21 armamentos ocorrido em setembro de 2023. Segundo as investigações, militares aproveitaram o feriado da Independência para retirar do arsenal 13 metralhadoras calibre .50, oito metralhadoras calibre 7,62 e um fuzil, utilizando uma caminhonete oficial após arrombarem o depósito e desativarem o sistema de alarme.
De acordo com o Ministério Público Militar, um dos civis participou da conferência e da embalagem das armas para envio a facções criminosas. O outro foi apontado como intermediário na venda de quatro metralhadoras calibre .50, tendo fornecido o contato de um comprador na região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai, pelo que teria recebido R$ 10 mil.
Em outra ação relacionada ao caso, o STM também condenou quatro militares e cinco civis pelo furto e comercialização dos armamentos. Dois ex-cabos do Exército foram sentenciados a 17 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por peculato-furto, após serem apontados como responsáveis pela retirada das armas das instalações militares.
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