
Brasil
Justiça de São Paulo nega pedido de prisão domiciliar a Deolane Bezerra
Influenciadora e advogada está presa desde maio e responde pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Justiça de São Paulo negou o pedido de transferência de presídio ou prisão domiciliar feito pela influenciadora e advogada Deolane Bezerra. A decisão foi tomada durante julgamento realizado nesta quarta-feira (24) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Deolane está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado, desde 22 de maio. Ela é ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa em um processo que apura supostas ligações com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A defesa da influenciadora, em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), solicitou a transferência para prisão domiciliar ou para uma Sala de Estado-Maior, destinada a advogados presos.
Segundo a entidade, a unidade prisional onde Deolane está custodiada não atenderia aos critérios definidos pela jurisprudência para caracterização de uma Sala de Estado-Maior.
O pedido, porém, foi rejeitado pelos desembargadores. O voto da relatora, Renata William Rached Catelli, foi acompanhado pelos demais magistrados da turma julgadora.
Defesa contesta decisão
Em nota, a defesa lamentou o resultado do julgamento e informou que continuará recorrendo da prisão.
"A defesa lamenta o resultado do julgamento ocorrido hoje no TJSP em que denegada a ordem de Habeas Corpus. Informa que sua cliente é inocente e seguirá utilizando todos os meios legais possíveis contra a prisão manifestamente desnecessária, excessiva e midiática".
Deolane virou ré na semana passada
Na última quinta-feira (18), a Justiça aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e tornou Deolane ré no processo. A acusação foi apresentada pelo promotor Lincoln Gakiya.
De acordo com a denúncia, a influenciadora teria recebido valores considerados ilícitos provenientes da Transportadora Lado a Lado, apontada pelas investigações como uma empresa utilizada em benefício do PCC.
Relatórios anexados ao processo indicam movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada por Deolane, em valores que ultrapassariam R$ 27 milhões.
Investigação começou em 2019
As investigações tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo a polícia, os documentos continham informações sobre a estrutura do PCC e possíveis ataques contra agentes públicos.
A apuração levou à Operação Lado a Lado, deflagrada em 2021, que identificou a suposta utilização da transportadora como braço financeiro da facção criminosa.
Durante as investigações, autoridades afirmam ter encontrado indícios de repasses financeiros à influenciadora e movimentações patrimoniais consideradas incompatíveis com sua renda declarada. A defesa de Deolane nega as acusações.
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