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Justiça mantém prisão de Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Influenciadora e empresária é ré na Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC; defesa afirma que prisão é ilegal e desproporcional

Justiça mantém prisão de Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 27 de agosto de 2026 às 16:14

Atualizado: no dia 27 de agosto de 2026 às 16:30

A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva da advogada, influenciadora e empresária Deolane Bezerra e de outros cinco réus da Operação Vérnix. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão foi tomada em 21 de agosto, data em que Deolane completou três meses presa, e incluída no processo nesta quinta-feira (27). O juiz reavaliou a necessidade da manutenção da prisão preventiva após 90 dias de detenção.

Segundo o magistrado, a medida é necessária diante da gravidade das condutas atribuídas aos acusados.

“A manutenção da prisão preventiva impõe-se como providência indeclinável e proporcional à gravidade concreta das condutas imputadas aos acusados”, afirmou.

A decisão cita a necessidade de garantir a ordem pública e econômica, além da conveniência da instrução criminal e da aplicação da lei penal.

Denúncia aponta divisão em núcleos

De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo, o suposto esquema de lavagem de dinheiro estaria dividido em três núcleos: decisório, operacional e financeiro.

O núcleo decisório teria como responsáveis Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.

Já Deolane é apontada na denúncia como “a principal integrante do núcleo financeiro”, descrito pelo Ministério Público como responsável pela movimentação e ocultação de valores de origem supostamente ilícita por meio de contas vinculadas a ela e a suas empresas, além da conversão dos recursos em bens de elevado valor econômico.

A decisão também determinou a continuidade das buscas por Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinhos de Marcola que estão foragidos.

Defesa diz que prisão é desnecessária

Em nota, a defesa de Deolane afirmou ter recebido a decisão com surpresa e classificou a manutenção da prisão como “manifestamente desnecessária, ilegal e desproporcional”.

Os advogados sustentam que Deolane é inocente, não possui qualquer vínculo com organização criminosa e que sua movimentação financeira tem origem em atividades empresariais lícitas e honorários advocatícios.

A defesa afirmou ainda que continuará adotando as medidas judiciais cabíveis para tentar restabelecer a liberdade da influenciadora.