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Lula diz a Trump que Brasil não aceita ingerência nas eleições

Presidente afirmou que eventual interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro “vai perder”

Lula diz a Trump que Brasil não aceita ingerência nas eleições

Foto: Ricardo Stuckert

Por: Metro1 no dia 04 de setembro de 2026 às 16:41

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (4) que disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não aceita qualquer tipo de ingerência estrangeira nas eleições. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte (CE), ao ser questionado sobre a possibilidade de interferência norte-americana no processo eleitoral deste ano.

“Se tiver, vai perder. Eu disse para o Trump isso. Nós não aceitamos ingerência de ninguém nas eleições. E se entrar, vai perder”, afirmou Lula. O presidente brasileiro e Trump conversaram por cerca de 1h20 no fim de agosto, após um pedido de Lula para falar com o chefe do governo norte-americano.

Segundo o Palácio do Planalto, a conversa teve tom “amistoso e cordial”. Durante a ligação, Trump perguntou a Lula sobre as eleições de outubro. De acordo com fontes da diplomacia brasileira, o presidente respondeu que o processo eleitoral ocorre de forma tranquila e confiável. Trump não fez questionamentos sobre as urnas eletrônicas nem levantou suspeitas sobre o sistema eleitoral brasileiro.

Na entrevista desta sexta-feira, Lula também afirmou que mantém uma boa relação com Trump e minimizou os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo o petista, apesar da redução nas relações comerciais com os norte-americanos, o Brasil ampliou as negociações com outros países.

“Essa taxação do Trump fez com que a relação comercial caísse, mas crescemos em 17 países. Todos os países que visitei cresceram mais de 10%. Se os EUA não quiserem comprar da gente, vou ficar chorando, resmungando? Não, vou procurar quem quer comprar”, declarou.

Lula ainda comparou a situação com sua infância para reforçar que o Brasil deve buscar novos parceiros comerciais. “Quando era pequeno, vendia o que tivesse que vender, não ficava chorando, eu ia em outro portão até encontrar quem queria. Nós precisamos ser muito respeitados. Minha relação com Trump é boa”, afirmou o presidente.