Brasil
Vítimas de violência doméstica terão direito a benefício durante afastamento de até seis meses

João Munhoz Neto terá que usar tornozeleira eletrônica e cumprir outras medidas cautelares durante a investigação

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Justiça do Ceará determinou a soltura de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, que é investigado no caso da morte da estudante de Direito, de 22 anos. A decisão ocorreu após solicitação do Ministério Público do Ceará.
Com a revogação da prisão, João deverá cumprir medidas cautelares durante seis meses. Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica, o recolhimento domiciliar entre 20h e 7h, exceto nos dias em que estiver trabalhando, e a apresentação mensal à Justiça.
O investigado também está proibido de entrar em contato com familiares de Isabelle e com pessoas que sejam testemunhas no processo. O Ministério Público havia pedido a substituição da prisão pelas medidas cautelares ainda nesta semana. Segundo o órgão, a investigação continua em andamento e tramita sob sigilo.
Relembre o caso
João Munhoz havia sido preso no dia 22 de setembro, em Fortaleza, poucos dias depois de Isabelle ser encontrada morta em um condomínio no bairro Aldeota. A polícia investiga, entre outras hipóteses, uma possível indução ao suicídio.
Durante a investigação, o celular do namorado foi apreendido. A polícia também apurou o comportamento de João após a morte da estudante, incluindo o fato de ele não ter procurado os familiares dela e, segundo as autoridades, ter orientado a portaria do condomínio a impedir a entrada deles.
A investigação também apontou que João teria retornado ao condomínio no dia seguinte à morte para procurar o celular de Isabelle nas áreas externas próximas ao local da queda.
Outro ponto apurado pelas autoridades envolve o apartamento onde o casal morava. Segundo a polícia, o imóvel teria sido limpo por uma pessoa contratada e posteriormente colocado à venda.
A perícia concluiu que Isabelle morreu após uma queda do prédio e apontou uma “precipitação voluntária”. Os laudos também não identificaram sinais de luta corporal, agressões físicas anteriores ou lesões de defesa no apartamento ou no corpo da estudante.
A defesa de João Munhoz ainda não havia se manifestado sobre a decisão até a publicação da notícia.
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