
Brasil
Caso Isabelle Caracristi: Justiça arquiva investigação contra namorado por feminicídio e indução ao suicídio
João Munhoz foi indiciado pela Polícia Civil por violência psicológica e fraude processual

Foto: Redes sociais
A Justiça Estadual decidiu arquivar a investigação que apurava a possível participação de João Munhoz Neto na morte da namorada, Isabelle Caracristi. Ele era investigado pelos crimes de feminicídio e indução ao suicídio. Apesar do arquivamento, João segue em liberdade e sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. Ele ainda responde por violência psicológica contra a mulher e fraude processual, pelos quais foi indiciado pela Polícia Civil.
Isabelle foi encontrada morta, em 13 de setembro deste ano, dentro de um condomínio de área nobre de Fortaleza. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após a mãe da jovem publicar um vídeo cobrando esclarecimentos e justiça pela morte da filha. A decisão de arquivar a apuração dos crimes dolosos contra a vida foi tomada na última terça-feira (20), pela 5ª Vara do Júri de Fortaleza.
Com o encerramento dessa parte da investigação, o processo foi encaminhado aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Fortaleza, que deverão analisar os crimes que permanecem sob apuração. Segundo documento obtido pela TV Verdes Mares, o juiz Wyrllenson Flavio Barbosa Soares acolheu o pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE) pelo arquivamento da investigação relacionada aos crimes dolosos contra a vida, entre eles feminicídio e indução ao suicídio.
Na decisão, o magistrado afirmou que “o conjunto probatório carreado aos autos demonstra a ausência de justa causa para a deflagração de persecução penal por crime doloso contra a vida”. Mesmo com o arquivamento, o juiz determinou a manutenção das medidas cautelares impostas a João Munhoz Neto, incluindo o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
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