
Brasil
Polícia Civil de SP abre investigação após mortes de bebês em hospital da rede Hapvida; advogada cita 36 casos
Inquérito apura seis casos no Hospital Salvalus, mas advogada diz acompanhar 36 mães que perderam os filhos na unidade

Foto: Reprodução
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar mortes de bebês no Hospital Salvalus, na zona leste da capital, após suspeitas de infecções contraídas durante a internação. O 8º Distrito Policial apura seis casos, mas uma advogada que representa familiares afirma acompanhar 36 mães que perderam os filhos na unidade, que integra a rede Hapvida. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os casos foram comunicados na quarta-feira (21). A investigação inclui depoimentos de profissionais de saúde e testemunhas, além da análise de prontuários médicos, para esclarecer as causas das mortes.
Entre os casos relatados está o de Gael França da Silva, que morreu aos sete meses após uma internação marcada por infecção, necrose no pé e complicações respiratórias. A certidão de óbito apontou choque séptico, sepse, pneumonia e encefalopatia hipóxico-isquêmica.
Outro caso é o de Guilherme Ferreira Miranda, que morreu em maio após aproximadamente um mês internado. Segundo o boletim de ocorrência, o bebê sofreu paradas cardiorrespiratórias e hemorragia. Já Alice Vitória de Andrade Reis morreu aos um ano, após seis meses de internação. A mãe atribui o agravamento do quadro a uma infecção bacteriana contraída no hospital.
A mãe de Alice, Leticia Ferreira, afirmou que a filha havia sido internada para a troca de uma sonda de alimentação e esperava voltar para casa após o procedimento. “Fomos pra uma cirurgia simples e achei que iria embora, e nunca mais saí com ela de lá”, relatou.
Em nota, a Hapvida afirmou que os pacientes mencionados apresentavam condições clínicas distintas e graves e receberam assistência contínua e multidisciplinar. A rede também declarou que os tratamentos foram individualizados conforme as necessidades e a evolução de cada quadro e que mantém um canal aberto para ouvir familiares e prestar esclarecimentos, respeitando a privacidade e o sigilo médico.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

