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Motorista de Porsche é condenado a 17 anos de prisão por morte de motorista de aplicativo em SP

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Motorista de Porsche é condenado a 17 anos de prisão por morte de motorista de aplicativo em SP

Fernando Sastre de Andrade Filho admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente com o Porsche; ele não poderá recorrer em liberdade

Motorista de Porsche é condenado a 17 anos de prisão por morte de motorista de aplicativo em SP

Foto: Reprodução/Tv Globo

Por: Metro1 no dia 30 de outubro de 2026 às 10:33

A Justiça de São Paulo condenou, nesta quinta-feira (29), o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão, inicialmente em regime fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. O réu também foi proibido de dirigir e não poderá recorrer em liberdade.

O acidente ocorreu em 31 de março de 2024, na Zona Leste da capital paulista, quando o Porsche conduzido por Fernando bateu na traseira do Renault Sandero dirigido pela vítima. Segundo a acusação, o empresário dirigia embriagado e em alta velocidade. Laudo pericial apontou que o veículo estava a cerca de 136 km/h em um trecho da Avenida Salim Farah Maluf com limite de 50 km/h. Durante o julgamento, Fernando admitiu pela primeira vez ter consumido bebida alcoólica antes da colisão. Até então, ele negava ter ingerido álcool. No depoimento, pediu perdão às vítimas e aos familiares e afirmou que sofre com o ocorrido.

O júri também ouviu a policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão, que liberou o empresário do local do acidente sem a realização do teste do bafômetro. Ela afirmou que foi enganada pela mãe de Fernando, que disse que levaria o filho ao hospital, mas os dois foram para casa. A policial alegou que a equipe não tinha etilômetro na viatura.

Outro depoimento foi o do perito criminal Alfredo Vieira das Neves, contratado pela família do empresário. Após questionamentos do Ministério Público sobre imagens utilizadas na análise particular do acidente, o órgão anunciou a instauração de um inquérito para investigar suspeita de falsidade ideológica contra o perito.O julgamento começou na quarta-feira (28), no Fórum Criminal da Barra Funda, e ouviu 11 das 14 testemunhas arroladas no processo.