
Brasil
Super El Niño pode matar 26 mil no Brasil, projeta Universidade de Chicago
Uma dos mais prestigiados centros de pesquisa no mundo estima 857,4 mil mortes em todo o mundo por causa do calor gerado por fenômeno climático extremo

Foto: Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA
O Climate Impact Lab, da Universidade de Chicago, um dos mais renomados centros de pesquisas sobre o clima, projeta que o Super El Niño pode provocar em torno de 857,4 mil mortes adicionais relacionadas ao calor que vai atingir o mundo até março. O Brasil, que está entre os países mais afetados, tem estimativa de 26,7 mil óbitos adicionais no período, sendo que 19,5 mil podem ocorrer nos próximos seis meses.
O calor extremo já teria provocado 484,5 mil mortes adicionais entre os meses de junho e setembro de 2026, segundo o monitor El Niño Heat Mortality Tracker, que foi desenvolvido por pesquisadores da instituição estadunidense. Há previsão de ter mais 372,9 mil fatalidades até o mês de março.
Veja a lista de países com previsão de maior número de óbitos:
- Índia: 160 mil (incluindo 55.200 nos próximos seis meses);
- China: 85.400 (incluindo -240 nos próximos seis meses);
- Nigéria: 69.700 (incluindo 56.100 nos próximos seis meses);
- Sudão: 53.200 (incluindo 14.700 nos próximos seis meses);
- Indonésia: 49.500 (incluindo 29.300 nos próximos seis meses);
- Brasil: 26.700 (incluindo 19.500 nos próximos seis meses);
- República Democrática do Congo: 24.700 (incluindo 11.300 nos próximos seis meses);
- Bangladesh: 18.400 (incluindo 6.700 nos próximos seis meses);
- Vietnã: 18.100 (incluindo 8.300 nos próximos seis meses);
- Chade: 17 mil (incluindo 17.300 nos próximos seis meses).
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