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Até loja de tarô era usada para lavar dinheiro de esquema ilegal de bets

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Até loja de tarô era usada para lavar dinheiro de esquema ilegal de bets

Investigação revela rede de empresas de fachada que incluía clínicas de assistência psicossocial, padarias e estabelecimentos fictícios; fintech de São Paulo também entrou na mira da polícia por movimentar R$ 739 milhões em dinheiro ilícito

Até loja de tarô era usada para lavar dinheiro de esquema ilegal de bets

Foto: Imagem gerada com auxílio de IA

Por: Metro1 no dia 05 de novembro de 2026 às 10:27

Uma loja de tarô aparece entre os estabelecimentos suspeitos de esconder o caminho do dinheiro de apostas online ilegais. Localizado em Sobradinho, no Distrito Federal, o negócio integra uma rede de empresas investigadas por movimentar R$ 739 milhões em recursos de bets clandestinas. O esquema foi alvo da Operação Azzardo, deflagrada nesta quinta-feira (5) pela Polícia Civil do Distrito Federal, com ações em outros cinco estados.

A loja de tarô não era um caso isolado. Clínicas psicológicas e padarias, além de dezenas de outros estabelecimentos comerciais, também aparecem na investigação. Segundo a polícia, essas empresas eram utilizadas para receber pagamentos de apostadores por Pix e redistribuir os recursos para líderes do esquema. 

Algumas funcionavam em endereços fictícios ou compartilhavam telefones e sedes. Em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, dez empresas tinham o mesmo número de telefone, reforçando as suspeitas de uma estrutura montada para disfarçar a origem do dinheiro.

O esquema também envolvia uma fintech sediada na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo, autorizada pelo Banco Central a operar como sociedade de crédito direto. A instituição mantinha contas utilizadas por empresas investigadas pela operação. 

Ainda de acordo com a polícia, parte dos recursos era convertida em criptomoedas para dificultar o rastreamento. Movimentações financeiras relacionadas à fintech e a empresas do mesmo grupo chegaram a aproximadamente R$ 1 bilhão, segundo os investigadores.

A operação mobilizou cerca de 200 policiais no Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões em naome de 64 pessoas físicas e 120 empresas. Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, exploração de loteria não autorizada, falsidade ideológica, fraude eletrônica e organização criminosa.