
Brasil
Após sete tornados em menos de uma semana, Sul e Sudeste continuam sob risco de temporais
Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul registraram mortes e estragos; previsão mantém alerta para chuva intensa também em São Paulo e Minas Gerais

Foto: Prefeitura Palmeira das Missões
Pelo menos sete tornados atingiram cidades da Região Sul do Brasil desde segunda-feira (2), provocando destruição e deixando mortos e milhares de pessoas afetadas. Enquanto o Sul ainda contabiliza os estragos, áreas do Sudeste também enfrentam temporais e alagamentos. Neste sábado (7), a previsão indica continuidade das instabilidades nas duas regiões, com chuva intensa, rajadas de vento, raios e possibilidade de granizo. Em alguns pontos, o volume de chuva pode chegar a 100 milímetros, segundo projeções meteorológicas
Em Santa Catarina, os temporais deixaram duas pessoas mortas, atingiram 106 municípios e afetaram 5.358 residências. Segundo a Defesa Civil estadual, 23 cidades decretaram situação de emergência, 56 pessoas ficaram desabrigadas e outras 252 precisaram deixar suas casas. As mortes ocorreram em Rio Negrinho, após o desabamento de um posto de combustível, e em Xanxerê, por choque elétrico.
No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil confirmou tornados em Erval Grande, Itatiba do Sul e Barra do Rio Azul, além de novas ocorrências em Santo Augusto e Palmeira das Missões neste sábado. Um balanço divulgado no mesmo dia apontou que os temporais registrados desde quinta-feira (5) afetaram 23.649 pessoas em 17 municípios e deixaram cinco feridos. Foram contabilizadas 868 casas destelhadas, 104 alagadas e 23 danificadas. Dois óbitos registrados na primeira sequência de chuvas ainda eram investigados quanto à relação com os fenômenos.
Sul e Sudeste continuam sob alerta
Em Minas Gerais, as chuvas também provocaram mortes e prejuízos. Segundo a Defesa Civil estadual, duas pessoas morreram desde o início do período chuvoso, em outubro. Uma delas foi um motociclista de 23 anos, levado pela enxurrada em Belo Horizonte. Na Região Metropolitana da capital, outro temporal, registrado na sexta-feira (6), provocou alagamentos, quedas de árvores e danos em equipamentos públicos de Ribeirão das Neves, Pedro Leopoldo e Santa Luzia.
A previsão mantém o risco de novas tempestades no Sul e no Sudeste, com possibilidade de chuva forte, ventos intensos e granizo. O Inmet aponta a atuação de sistemas de baixa pressão e o avanço de uma frente fria como fatores que favorecem as instabilidades.
Apesar de relacionados ao mesmo cenário atmosférico, tornado, microexplosão e ciclone extratropical são diferentes: o primeiro é uma coluna de ar em rotação ligada a uma tempestade; o segundo ocorre quando uma corrente de ar desce de uma nuvem e se espalha violentamente pelo solo; já o terceiro é um sistema de baixa pressão que pode atingir áreas muito maiores.
Frente fria provoca queda nas temperaturas
Além das tempestades, a frente fria deve reduzir as temperaturas. No Rio Grande do Sul, as mínimas podem ficar abaixo de 7°C em áreas de baixada entre sábado e domingo, embora algumas localidades ainda registrem máximas próximas de 30°C. Para o período de 15 a 19 de novembro, projeções meteorológicas indicam uma nova intensificação das chuvas. No Paraná e em Santa Catarina, os acumulados podem variar entre 50 e 60 milímetros em cinco dias, enquanto São Paulo também pode registrar volumes expressivos.
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