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Fim de uma era: Dilma Rousseff é afastada definitivamente da Presidência

Em decisão dos senadores, na manhã desta quarta-feira (31), a presidente Dilma Rousseff (PT) foi afastada por 61 votos e deixará a Presidência da República definitivamente. Em seu lugar, assume o presidente interino, Michel Temer (PMDB), que deve tomar posse ainda nesta quarta. [Leia mais...]

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Foto : Marri Nogueira/Agência Senado

Por Matheus Morais no dia 31 de Agosto de 2016 ⋅ 13:36

Em decisão dos senadores, na manhã desta quarta-feira (31), a presidente Dilma Rousseff (PT) foi afastada por 61 votos e deixará a Presidência da República definitivamente. Somente 20 senadores votaram contra. Em seu lugar, assume o presidente interino, Michel Temer (PMDB), que deve tomar posse ainda nesta quarta. A votação no Senado foi nominal, via painel eletrônico. Cada senador declarou seu voto, assim como aconteceu na Câmara dos Deputados. Logo após, o resultado da votação foi anunciado. Eram necessários que, ao menos, 54 senadores votassem a favor do impeachment para que Dilma fosse definitivamente afastada da Presidência. Agora, os senadores apreciam se Dilma deve ficar inelegível por oito anos a partir de 1º de janeiro de 2019 e impedida de exercer qualquer função pública.

Em outubro de 2015, os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal protocolaram na Câmara dos Deputados o documento pedindo o impeachment da então presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Já em dezembro de 2015, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, autoriza a abertura do processo de impeachment. Um mês depois, em abril, o ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo apresenta a defesa de Dilma em sessão plenária.

Ainda no mês de abril, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator da comissão especial que analisou o processo de impeachment na Câmara, acatou o pedido e encaminhou a denúncia para votação dos 65 deputados federais. O documento foi aprovado por 38 votos a 27. O presidente do Senado, Renan Calheiros, recebeu o processo de impeachment autorizado pela Câmara dos Deputados.

Em maio, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator da Comissão Especial do Impeachment no Senado, dá parecer favorável pela instauração do processo de afastamento de Dilma. Já no mês de junho, a perícia designada pela Comissão Especial do Impeachment emite um laudo sobre os três decretos de abertura de créditos suplementares baixados em 2015 pela presidente afastada Dilma Rousseff

No mês de julho, a defesa de Dilma Rousseff entrega as alegações do processo na Comissão do Impeachment no Senado. Em agosto, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) apresenta parecer favorável ao impeachment no relatório final da fase de pronúncia de Dilma à Comissão Especial do impeachment no Senado. A votação do parecer no Senado resultou em 59 votos favoráveis ao encaminhamento e 21 contrários. Na última tentativa para tentar ganhar apoio no processo de impeachment, Dilma elabora uma carta em que endossa o argumento de que é vítima de um golpe.

 

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