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Dodge envia ao Supremo parecer pedindo manutenção da prisão de Joesley e Saud

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer pedindo a manutenção da prisão preventiva do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e do executivo da empresa Ricardo Saud. Os dois haviam sido presos em setembro, por determinação do ministro do STF Edson Fachin. [Leia mais...]

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Foto : José Cruz/Agência Brasil

Por Laura Lorenzo no dia 09 de Outubro de 2017 ⋅ 19:00

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer pedindo a manutenção da prisão preventiva do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, e do executivo da empresa Ricardo Saud. Os dois haviam sido presos em setembro, por determinação do ministro do STF Edson Fachin, após a rescisão dos benefícios do acordo de delação premiada.

A procuradora afirma, no documento, que a prisão preventiva dos dois acusados é necessária devido à gravidade dos fatos apurados, e para prevenir a prática reiterada dos crimes. Dodge destacou ainda a possibilidade dos acusados fugirem do país por terem bens, contas bancárias e residência no exterior.

“Estão presentes não só os pressupostos da prisão preventiva – boa prova de materialidade e de autoria – mas, igualmente, o risco à investigação e à instrução criminal, à ordem pública e à aplicação da lei penal, bem como a adequação de tal medida no caso concreto”, alega o parecer. A procuradora argumentou ainda que o acordo de delação, suspenso por determinação do ex-procurador Rodrigo Janot, não pode ser utilizado pelos investigados como blindagem contra a aplicação da lei.

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