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MK critica roteiro turístico internacional de Maia, esposa e deputados as custas da Câmara; ouça

A viagem internacional do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com sua esposa e outros nove deputados foi tema do comentário de Mário Kertész, na Rádio Metrópole, no início da manhã desta terça-feira (31). Com um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), o grupo embarcou na última sexta-feira (27) para um roteiro turístico que inclui Israel, Itália e Portugal. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Gabriel Nascimento no dia 31 de Outubro de 2017 ⋅ 07:58

A viagem internacional do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com sua esposa e outros nove deputados foi tema do comentário de Mário Kertész, na Rádio Metrópole, no início da manhã desta terça-feira (31). Com um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), o grupo embarcou na última sexta-feira (27) para um roteiro turístico que inclui Israel, Itália e Portugal. O retorno está previsto para o próximo sábado (5). "Tudo pago por nós. Me lembro que [o ex-presidente Fernando] Collor, quando assumiu a presidência, viajava nos aviões da TAM. Não fretava avião inteiro. Agora, o presidente da Câmara sai para fazer viagem longa com tripulação, comissários de bordo para servir. Quanto custa um negócio desse e para quê? Para fazer relações interparlamentares? Pelo amor de Deus, isso é uma falta de vergonha!", declarou.

Para MK, com a viagem realizada pouco tempo depois da votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara, Maia demonstra desinteresse com o país. "Se Temer é meio alheio, Rodrigo Maia é alheio inteiro. Porque depois disso tudo, no meio da maior confusão que vivemos, você consegue pegar um jato da FAB, encher de deputados para passear na Europa com o pretexto de fazer contatos... Isso é hora de fazer contatos? É hora de ajudar a reconstruir o país em frangalhos", acrescentou.

Ainda em seu comentário, MK sinalizou a falta de proatividade do presidente da Câmara. "Estamos vivendo uma guerra. Alguma vez Rodrigo Maia disse que o Congresso tinha que tomar alguma posição? Não! ʹSalvei Temer, ele me deve muito, mostrei minha dignidade de não ir para o lugar dele e agora vou dar um passeio porque ninguém é de ferroʹ", ironizou.

"E ainda tem [o ministro da Fazenda] Henrique Meirelles aceitando ser candidato a vice-presidência da República. Ai, Deus... Livrai-nos desse mal. O Brasil está precisando de gente que seja honesta e que tenha capacidade de unir ou buscar a união desse país", concluiu.

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