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Responsável por gravação de vídeo de Waack era funcionário da Globo: "Fiquei tão revoltado que filmei"

Um vídeo que está circulando pelas redes sociais nesta semana traz à tona o tema sobre o racismo. Nas imagens, o jornalista da rede Globo, William Waack, de 65 anos, aparece reclamando de uma buzina enquanto se preparava para entrar ao vivo dos Estados Unidos, em 2016, afirmando que o barulho "é coisa de preto". A situação ganhou tanto destaque na internet, que a Globo decidiu na última quarta (8) suspender o jornalista das funções na emissora.[Leia mais...]

[Responsável por gravação de vídeo de Waack era funcionário da Globo:
Foto : Reprodução/ TV Globo

Por Paloma Morais no dia 09 de Novembro de 2017 ⋅ 18:35

Um vídeo que está circulando pelas redes sociais nesta semana traz à tona o tema sobre o racismo. Nas imagens, o jornalista da rede Globo, William Waack, de 65 anos, aparece reclamando de uma buzina enquanto se preparava para entrar ao vivo dos Estados Unidos, em 2016, afirmando que o barulho "é coisa de preto". A situação ganhou tanto destaque na internet, que a Globo decidiu na última quarta (8) suspender o jornalista das funções na emissora.

Nesta quinta-feira (9), uma reportagem do site Jovem Pan divulgou os nomes dos responsáveis pelas imagens e por sua divulgação. De acordo com o site, a imagem original da situação foi obtida pelo operador de VT Diego Rocha Pereira, de 28 anos, que é ex-funcionário da Rede Globo. "Tudo aconteceu enquanto a produção estava colocando o microfone nele”, explica Diego. “Eu ainda voltei as imagens para ter certeza, não estava acreditando que ele teria falado aquilo. Fiquei tão revoltado que filmei com meu celular”, acrescentou.

Já o designer gráfico Robson Cordeiro Ramos, de 29 anos, foi o responsável por divulgar a gravação. “Soltei o vídeo em um grupo de líderes do movimento negro”, afirma. “Mas não foi premeditado essa repercussão, a ideia era mostrar para os amigos que um jornalista influente como ele também poderia ser racista”, contou.

Questionados sobre a divulgação do vídeo acontecer quase um ano depois do ocorrido, eles explicam que mostraram as imagens à imprensa antes, mas não teve tanta repercussão como agora. “Chegamos a ouvir, ‘se não é do William Bonner’, não interessa”, diz Ramos.

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