Brasil

Procurador eleitoral diz que volume de 'fake news' nas eleições 'não é alarmante'

Para representante do TSE, a situação não é tão grave porque a comunicação via WhatsApp é "interpessoal"

[Procurador eleitoral diz que volume de 'fake news' nas eleições 'não é alarmante']
Foto : Roberto Jayme / Ascom / TSE

Por Juliana Rodrigues no dia 17 de Outubro de 2018 ⋅ 13:40

O vice-procurador-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Humberto Jacques de Medeiros, afirmou ontem (16) que o problema das "fake news" (notícias falsas) no cenário das eleições "não tem esse número alarmante". Ele também disse considerar difícil controlar o conteúdo falso enviado através do WhatsApp.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a declaração foi dada após a realização de uma videoconferência entre membros do conselho consultivo de fake news do TSE e representantes do WhatsApp, que falaram do Vale do Silício, na Califórnia.

Segundo Medeiros, não é possível aplicar ao WhatsApp a mesma metodologia de controle de fake news usada nas redes sociais. "Assim como para a imprensa o sigilo da fonte é sagrado, para um mensageiro como o WhatsApp a privacidade das comunicações é sagrada. Ele considera que aquilo que duas pessoas conversam não é revelável, não é visível e nem ele sabe", declarou.

Na opinião do procurador, a circulação de notícias falsas não chega a preocupar, já que a comunicação no aplicativo acontece de forma "interpessoal". Para ele, a situação era mais grave um ano atrás.

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