
Brasil
Supremo nega habeas corpus a lobista da Lava Jato
O ministro e relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, negou, um pedido liminar (urgente) de liberdade provisória do empresário Adir Assad. O lobista está preso desde março no Paraná “para garantir a ordem pública”, segundo o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, com jurisdição em Curitiba, base da missão Lava Jato. Adir Assad é acusado de formação de quadrilha e por usar as próprias empresas para firmar contratos de fachada com empreiteiras e intermediar o pagamento de propinas em obras da Petrobras. [Leia mais...]

Foto: Reprodução / Estadão
O ministro e relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, negou, um pedido liminar (urgente) de liberdade provisória do empresário Adir Assad. O lobista está preso desde março no Paraná “para garantir a ordem pública”, segundo o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, com jurisdição em Curitiba, base da missão Lava Jato. Adir Assad é acusado de formação de quadrilha e por usar as próprias empresas para firmar contratos de fachada com empreiteiras e intermediar o pagamento de propinas em obras da Petrobras.
De acordo publicação do Estadão, a defesa do lobista afirma que, o habeas corpus deveria ser concedido porque os crimes pelos quais é acusado foram cometidos há mais de três anos, o que invalidaria a necessidade da prisão preventiva. A defesa argumenta também que Assad desconhece os demais investigados pela operação da Polícia Federal, “inclusive os integrantes da suposta quadrilha de que foi acusado de formar”.
Teori rebate a defesa do lobista e diz que crimes de corrupção de qualquer natureza justificam a decretação da prisão preventiva de qualquer natureza. Na decisão, o ministro anexa informações obtidas pelo Ministério Público Federal (MPF) que demonstram o envolvimento do empresário no esquema de corrupção da Petrobras. Cinco empresas ligadas a Assad receberam R$ 1,2 bilhão oriundos de propinas da petroleira, segundo investigações da Polícia Federal.
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