
Brasil
Desemprego atinge maior taxa para setembro desde 2009; Salvador teve recorde
O desemprego no país atingiu a média de 7,6% em setembro, mostrou a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira (22). De acordo com o estudo, o número é o mesmo registrado em setembro e, apesar da estabilidade, esse é o maior índice para o mês desde 2009, quando a taxa de desemprego ficou em 7,7%. [Leia mais...]

Foto: Agencia Brasil
O desemprego no país atingiu a média de 7,6% em setembro, mostrou a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira (22). De acordo com o estudo, o número é o mesmo registrado em setembro e, apesar da estabilidade, esse é o maior índice para o mês desde 2009, quando a taxa de desemprego ficou em 7,7%.
A pesquisa mostrou ainda que o número de trabalhadores desempregados aumentou em Salvador, São Paulo e Belo Horizonte. Na capital baiana, a taxa de desemprego quase dobrou em apenas um ano, saindo de 4,9% para 7,6%. Segundo a técnica de rendimento e trabalho do IBGE, Adriana Araújo Beringuy, foi registrado um aumento de 36,4% da média da taxa de desocupação no país de janeiro a setembro de 2015. “Também é elevado. Não é só o mês de setembro [que apresenta, no ano, crescimento significativo na taxa de desocupação], mas no apanhado do ano, os nove meses já mostram isso", disse ao G1.
Um balanço feito pelo Sindicato da Indústria da Construção da Bahia (Sinduscon) mostrou que os números também não são animadores para o setor. Com previsão de cerca de 500 mil demissões em todo o país, Salvador deve ter 20 mil postos de trabalho a menos até o final de 2015. “A tendência, ainda que no curto prazo, é piorar, infelizmente. Nós estamos projetando para 2015 uma perda líquida de 500 mil empregos na construção civil. Chegamos já a um pouco mais de 300 mil. E eu falo do emprego formal, porque, infelizmente, a construção civil formal não chega a metade da construção civil brasileira. (...) podemos estar falando próximo de 1 milhão de trabalhadores, de uma forma geral na construção civil, sem emprego”, lamenta.
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