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MPF acusa Wesley Batista por uso de informação privilegiada de sua delação no mercado

Empresário realizou operações cambiais dias antes da divulgação de seu acordo de delação premiada, prevendo a alta do dólar

[MPF acusa Wesley Batista por uso de informação privilegiada de sua delação no mercado]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Juliana Rodrigues no dia 07 de Maio de 2019 ⋅ 11:28

O Ministério Público Federal denunciou mais uma vez o empresário Wesley Batista pelo crime de insider trading, que consiste no uso de informações privilegiadas para a obtenção de ganhos no mercado financeiro.

De acordo com o blog de Fausto Macedo, no Estadão, Wesley lucrou quase R$ 70 milhões com operações cambiais da Seara Alimentos e da Eldorado Celulose em maio de 2017, momento em que o dólar teve alta de 9% após a divulgação do acordo de delação premiada firmado por ele e pelo irmão, Joesley Batista, com o MPF. Os contratos tinham sido negociados quando a colaboração ainda estava sob sigilo.

Nos dias 9 e 16 de maio, a Eldorado adquiriu US$ 280 milhões em contratos de dólar a termo, o triplo de todo o lucro obtido pela empresa no ano anterior. Já a Seara, entre os dias 10 e 16, comprou US$ 25 milhões em dólar futuro. A quantia é 50 vezes superior à média das operações que a empresa vinha realizando no mercado cambial desde o segundo semestre de 2016.

As transações aconteceram no período entre a celebração do acordo de colaboração premiada, no início de maio, e a divulgação de seu teor, no dia 17.

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