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Análise da Anvisa sobre consumo de peixes do Rio Doce causa divergências

Ministérios Públicos e defensorias públicas alertam que análise revela um quadro crônico de contaminação

[Análise da Anvisa sobre consumo de peixes do Rio Doce causa divergências]
Foto : Leonardo Merçon/Instituto Últimos Refúgios/Divulgação

Por Catarina Lopes no dia 08 de Junho de 2019 ⋅ 17:40

A nota técnica produzida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre os riscos de consumo de peixes do Rio Doce causou divergências entre instituições envolvidas nas consequências da tragédia de Mariana (MG). A Fundação Renova anunciou que uma quantidade limitada do pescado pode ser ingerida com segurança, mas Ministérios Públicos e defensorias públicas de Minas Gerais, do Espírito Santo e da União divulgaram que a análise demonstra um quadro crônico de contaminação.

A análise foi feita pela Anvisa com amostras de 76 espécies de peixes, quatro de camarões e uma de lagosta. A Agência sugere que, para minimizar o impacto da ingestão de mercúrio e chumbo, é necessário uma limitação na ingestão, o que foi defendido pela Fundação Renova.

Já os Ministérios Públicos e defensorias públicas da União, de Minas Gerais e do Espírito Santo afirmaram que houve divulgação seletiva dos dados e que eles reforçam a existência de um quadro crônico de contaminação do pescado, e a recomendação de ingestão controlada dele é contra o princípio da precaução. Eles também defendem, no mesmo comunicado, cautela redobrada pra qualquer situação de incerteza científica que possa colocar em risco a saúde da população.

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