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Conversas que Moro excluiu ainda podem existir se Dallagnol não apagou as mensagens

A política de privacidade do aplicativo garante que as mensagens só são excluídas dos servidores caso o interlocutor da pessoa também as delete

[Conversas que Moro excluiu ainda podem existir se Dallagnol não apagou as mensagens]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Kamille Martinho no dia 19 de Junho de 2019 ⋅ 15:00

O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou hoje (19), durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que o aplicativo Telegram não possui mais em seus servidores as suas mensagens, porque elas foram deletadas de seu aparelho. A política de privacidade do aplicativo, entretanto, informa que as mensagens só são excluídas dos servidores caso o interlocutor da pessoa - nesse caso, o procurador da República Deltan Dallagnol - também delete as mensagens.

Moro foi questionado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA) se autorizaria o Telegram a divulgar suas mensagens, mas respondeu que elas não existem mais. "No caso do Telegram, essas mensagens não existem mais. O hacker tentou roubar. Se houvesse alguma coisa, se tivesse recuperado uma coisa, especialmente alguma coisa ilícita, eu tenho certeza de que ele já teria divulgado. Então, esse material simplesmente não existe", relatou

De acordo com a política de privacidade do Telegram, disponível no site oficial do aplicativo, "deletar uma mensagem vai deletá-la do seu histórico de mensagens. Isso significa que a cópia vai continuar no servidor como parte do histórico de mensagens do seu interlocutor. Assim que seu interlocutor deletá-la também, ela se foi para sempre".

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