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Caso Miguel: ex-patroa é indiciada por abandono de incapaz que resultou em morte

A pena pode ser de quatro a 12 anos de prisão

[Caso Miguel: ex-patroa é indiciada por abandono de incapaz que resultou em morte]
Foto : Reprodução/TV Globo

Por Kamille Martinho no dia 01 de Julho de 2020 ⋅ 19:30

A primeira-dama de Tamandaré, Sari Gaspar Corte Real, ex-patroa da mãe do menino Miguel Otávio, de 5 anos, que morreu após cair de uma altura de 35 metros num prédio de luxo, no dia 2 de junho, foi indiciada por abandono de incapaz que resultou em morte. O inquérito policial foi concluído hoje (1º).

De acordo com o delegado Ramon Teixeira, responsável pela investigação, a moradora do prédio cometeu um "crime preterdoloso". No crime preterdoloso, o indiciado pratica um crime distinto do que havia projetado cometer. O delegado afirma que a conduta de permitir o fechamento da porta do elevador foi dolosa, mesmo que Sari não visualizasse a possibilidade de que sua conduta resultaria na morte da criança.

A decisão também foi tomada porque Sari Corte Real sequer acompanhou a movimentação do elevador pelo visor que fica no andar. A pena pode ser de quatro a 12 anos de prisão.

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