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PF faz buscas contra governador do Pará e prende secretários em operação que apura supostos desvios na Saúde

Força-tarefa cumpre mais de 350 mandados em cinco estados

[PF faz buscas contra governador do Pará e prende secretários em operação que apura supostos desvios na Saúde]
Foto : Valter Campanato/Agência Brasil

Por Metro1 no dia 29 de Setembro de 2020 ⋅ 09:19

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), é alvo de buscas da Polícia Federal em uma operação que investiga supostos desvios em contratos para a gestão de hospitais do estado, na manhã de hoje (29). Dois secretários e um assessor do governador foram presos: o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia e ex-secretário da Casa Civil, Parsifal de Jesus Pontes; o secretário de Transportes, Antonio de Padua; e o assessor de gabinete, Leonardo Maia Nascimento. Em nota, o governo do Pará disse que apoia qualquer investigação que busque proteger o dinheiro público.

A investigação, batizada de S.O.S., mira 12 contratos firmados entre o governo do Pará e organizações sociais para administração de hospitais públicos do Pará, inclusive os hospitais de campanha criados devido à pandemia do coronavírus.

A PF suspeita de irregularidades nos contratos, que somam R$ 1,2 bilhão. Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que Helder possivelmente exercia "função de liderança na organização criminosa" no esquema e "tratava previamente com empresários e com o então chefe da Casa Civil sobre assuntos relacionados aos procedimentos licitatórios que, supostamente, seriam loteados, direcionados, fraudados, superfaturados".

Foram expedidos 74 mandados de prisão, sendo 12 deles pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e 62 pelas Varas de Birigui e Penápolis, cidades do interior de São Paulo, e 278 de buscas.

Além de Pará e São Paulo, a ação cumpre mandados em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. A Controladoria-Geral da União e o Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo participam da operação.

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