Sábado, 25 de setembro de 2021

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Novo presidente da ABIH comenta crise no setor hoteleiro: "Ociosidade de 46%"

O novo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hoteis (ABIH-BA), Glicério Lemos, esteve na Rádio Metrópole na tarde desta segunda-feira (21) e durante entrevista concedida a Mário Kertész falou sobre a atual situação da indústria hoteleira em Salvador. [Leia mais...]

Novo presidente da ABIH comenta crise no setor hoteleiro: "Ociosidade de 46%"

Foto: Divulgação/ABIH

Por: Gabriel Nascimento no dia 21 de dezembro de 2015 às 12:53

O novo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hoteis (ABIH-BA), Glicério Lemos, esteve na Rádio Metrópole na tarde desta segunda-feira (21) e durante entrevista concedida a Mário Kertész falou sobre a atual situação da indústria hoteleira em Salvador. De acordo com Glicério, "a situação não é boa". "Em Salvador são 40 mil leitos e uma ociosidade de 46%. Isso significa 18.400 leitos diários vazios. Vários hotéis já fecharam e muitos estão em situações difíceis", afirmou.

O empresário disse ainda que a cidade precisa agradar, primeiro, sua população. "Ficamos 8 anos esquecidos e o turista gosta de cidade arrumada. Primeiro a cidade tem que estar boa para os moradores. A cidade tá sendo recuperada agora, a orla marítima tá sendo trabalhada", afirmou. Glicério chamou a atenção para a mudança das estratégias dos empresários do ramo. "Precisamos, nós hoteleiros, temos que mudar nossas cabeças. Se queremos sair, como está não dá pra continuar, chegamos no fundo do poço", disse.

Questionado sobre a previsão para 2016, Glicério destacou a importância da volta do Centro de Convenções. "O governador nos prometeu, o secretario de turismo diz que volta em junho, estamos preocupados, temos um congresso. Vamos solicitar uma audiência com o governador e com o prefeito porque temos que cuidar do Centro de Convenções urgente. A obra está acontecendo mas não de acordo com a nossa necessidade, não temos mais fôlego", afirmou.

O empresário falou também sobre as condições do aeroporto da capital baiana. "Sabemos que é da alçada do Governo Federal, mas quem pode nos ajudar é o governador. Trabalhamos com o cliente de frente e o número de reclamações com o aeroporto é muito grande. Então, quando o turista chega aqui no hotel já reclama do aeroporto", completou.

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