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Cidade

'Ford arranha a credibilidade da sua marca a nível mundial', avalia presidente do Sindicato dos Metalúrgicos

Júlio Bonfim disse em entrevista à Rádio Metrópole que a empresa "não teve respeito com o Brasil"

['Ford arranha a credibilidade da sua marca a nível mundial', avalia presidente do Sindicato dos Metalúrgicos]
Foto : Reprodução

Por Luciana Freire no dia 13 de Janeiro de 2021 ⋅ 18:03

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, classificou o fechamento do Complexo Industrial da Ford na cidade da Região Metropolitana de Salvador como um "absurdo e desrespeito". Para ele, a marca Ford "deu uma grande facada e arranha totalmente a credibilidade da sua marca a nível mundial".

"Os senadores têm que criar leis que impeçam esse tipo de prática. A Ford teve aqui R$ 382 milhões utilizados pelo BNDES, um pouco mais de R$ 50 milhões utilizadores pelo governo do Estado em suas isenções. Teve empresa que investiu mais de R$ 20 milhões, através de um acordo coletivo para trazer um novo produto para cá para Bahia. Fui com o presidente da América do Sul na sala de projetos para ver o novo EcoSport que a ser lançado em fevereiro de 2022. E a Ford, sem respeito nenhum, nem com nós trabalhadores, nem com a Bahia, nem com Brasil, nem até mesmo os seus fornecedores, ela da um chute na bunda [sic] de todos nós", desabafa Júlio Bonfim em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na tarde de hoje (13).

O presidente do sindicato lembrou da questão contratual com a Ford, o acordo coletivo assinado pela empresa e pelos sindicatos — que, segundo Júlio, foi cumprido. Há uma reunião marcada para a próxima semana para uma negociação com teor de isenção e acordo com os funcionários.

Júlio Bonfim agradeceu ainda a iniciativa do secretário Davidson Magalhães, que promoteu amparar os trabalhadores com projetos como o "recadastramento para que quando uma nova montadora vir para Bahia essas trabalhadores serem prioridades nas contratações".

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