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Cidade

'Não veremos cenas aqui em Salvador como estamos vendo no resto do país', diz Leo Prates

Secretário municipal de Saúde avalia atuação em conjunto entre prefeitura e estado para minimizar impactos da pandemia

['Não veremos cenas aqui em Salvador como estamos vendo no resto do país', diz Leo Prates]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 15 de Janeiro de 2021 ⋅ 08:19

O secretário municipal de Saúde, Léo Prates, comentou a atuação em conjunto entre Governo do Estado e Prefeitura de Salvador para minimizar os impactos da pandemia da Covid-19 em toda a Bahia. Em entrevista a Mário Kertész hoje (15), durante o Bom Dia com Mário Kertész da Rádio Metrópole, ele afirmou que os decretos estaduais contra as aglomerações e festas no Réveillon tiveram sucesso. 

"Tenho que destacar a luta do governo do estado no combate às festas de final de ano e às mensagens passadas pela prefeitura de Salvador deram uma contida no janeiro que a gente esperava. Estamos muito melhores, com 67% de ocupação de leitos de UTI em Salvador. Porém, a gente poderia estar muito melhor. Cenas como a gente viu ontem no Farol da Barra nos deixa extremamente preocupados", afirmou o secretário. 

De acordo com Léo Prates, os números atuais refletem que Salvador está conseguindo lidar com a segunda onda. Nesta sexta-feira, o sistema de regulação registrou seis soteropolitanos precisando de leitos de UTI em Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), o maior número deste segundo momento da pandemia, de acordo com o secretário.

"Para leito de UTI, foi um número bastante expressivo que a gente nunca mais tinha visto. Entraram na madrugada e paciente de UTI, para quem não entende, é um paciente com gravidade. Isso nos preocupa muito. A gente está vendo as cenas de Manaus e não quer que elas se reproduzam aqui de maneira nenhuma", afirmou. 

O secretário pontuou ainda a preocupação das autoridades com a nova variante do coronavírus, identificada em Manaus e outros estados do país. Estudos apontam que a cepa registrada em pacientes possui alto grau de contaminação. Para Leo Prates, é necessário redobrar os cuidados, sobretudo entre as crianças. "O nosso apelo é que os pais tenham para com os seus filhos o mesmo cuidado que têm consigo. A gente nunca sabe o que essas mutações vão gerar. Agora, estamos muito melhor preparados para atuar na doença do que já estivemos. Esse 'violino' que tornamos a saúde no estado e na prefeitura, a integração que geramos, tem salvado muitas vidas. Acho que nós não veremos cenas aqui em Salvador como estamos vendo no resto do país, mas cada um precisa fazer a sua parte", disse. 

"Nós precisamos da colaboração da população. A pandemia não passou. Não é porque a vacina vai começar na quarta-feira que nós vamos relaxar. A expectativa de todo mundo é que o ano todo passemos vacinando. Você vai começar a vacina e as doses vão acabar rapidamente. Se o governo federal me mandar toda a vacina de Salvador para a primeira fase, 170 mil doses, em, no máximo, três dias, eu termino toda a vacinação da primeira fase pela capacidade de estrutura que nós estamos fazendo", finalizou.

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