Sexta-feira, 18 de junho de 2021

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Após questionamentos de pais, colégio explica razões de não suspender aulas presenciais

Colégio Antônio Vieira manteve aulas após aluna ter sido diagnosticada com covid-19

Após questionamentos de pais, colégio explica razões de não suspender aulas presenciais

Foto: Reprodução / Colégio Antônio Vieira

Por: Adele Robichez no dia 14 de maio de 2021 às 09:33

O colégio Antônio Vieira divulgou, nesta quinta-feira (13), uma nota de esclarecimento sobre a medida adotada no caso da aluna do 5º ano do Ensino Fundamental, diagnosticada com covid-19. O texto reforça os critérios seguidos e afirma que busca o aprimoramento das ações de segurança sanitária na escola.

A escola se refere à situação, publicada pelo Metro1 na manhã desta quinta-feira (13), sobre uma aluna diagnosticada com covid-19 que foi afastada, embora as aulas não tenham sido suspensas. O protocolo do governo do estado recomenda que, em um caso como este, as aulas sejam suspensas durante duas semanas.

Na nota, o colégio repete que a medida adotada seguiu as orientações do Dr. Claudilson Bastos, infectologista que presta assessoria ao colégio, apoiada na nota técnica da Anvisa, que indica que “pessoas com covid-19 leve a moderada podem transmitir o vírus não mais que 10 dias após o início dos sintomas”. Além disso, acrescenta que constatou o cumprimento das normas de distanciamento, higienização das mãos e uso de máscara pelos outros cinco colegas da aluna infectada, que estavam frequentando a aula “antes da fase de contágio”.

O segundo caso de infecção pelo coronavírus, ocorrido na mesma semana, também citado na nota publicada nesta quinta-feira (13) pelo Metro1, de uma aluna do 8º ano do Ensino Fundamental do colégio, foi mencionado na nota para exemplificar que as ações são tomadas a partir da análise individual de cada situação. Neste, “prontamente, o Vieira enviou também comunicado às famílias da série, informando da necessidade de suspensão das aulas presenciais por período determinado”, informa a nota. As aulas foram suspensas por 10 dias para as turmas do mesmo ano e turno desta aluna, de acordo com o aviso recebido pelos pais e responsáveis dos estudantes da escola.

Os representantes do sindicato dos professores das escolas particulares (Sinpro) de Salvador repudiaram a atitude, classificada por eles como incorreta. O diretor do sindicato, Alysson Mustafá, ainda disse também ter informações de outros casos de contaminação em outras escolas de Salvador, ainda não confirmados. "Como não foram confirmadas não vamos divulgar. Mas temos, sim, estas informação. O sindicato está monitorando essa situação", pontua.

Confira a nota na íntegra:

“Quando cuido de você, cuido do mundo”!

O Colégio Antônio Vieira, como instituição jesuíta que tem o cuidado entre as suas premissas ao longo dos seus 110 anos de existência, preparou-se durante o último ano para o momento de retorno às atividades presenciais. Autorizado a funcionar pelo  Decreto Municipal nº 33.811, de 23/04/2021, implantou o seu protocolo de segurança, elaborado com a contribuição de especialistas e de pais de áreas de saúde e afins, que atende às exigências de especialistas e órgãos competentes de saúde.

Vimos, portanto, esclarecer o caso específico que, nos últimos dias, ganhou repercussão na mídia acerca de uma aluna do 5º ano do Ensino Fundamental que testou positivo para covid-19 na última segunda-feira (10/05). Informamos que ela frequentou a escola normalmente na última sexta-feira (07/05), sem nenhum sintoma. Segundo relato dos pais, no dia seguinte (08/05), ela teve contato com uma pessoa que apresentava suspeita diagnóstica de covid e, à noite, comemorou seu aniversário com cerca de 14 convidados do seu núcleo familiar. No domingo (09/05), por volta das 19h, a aluna começou a apresentar sintomas sugestivos de covid. Ao constatar o risco, os pais já não enviaram a criança para escola na segunda-feira (10/05), seguindo orientação do protocolo institucional.

MEDIDA ADOTADA PELO VIEIRA 

Assim que a escola obteve conhecimento do fato, observando as orientações do Dr. Claudilson Bastos, infectologista que presta assessoria ao colégio, e apoiada na nota técnica GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 04/2020, atualizada em 25 de fevereiro de 2021, observou que não houve relação com a turma após a fase de contágio da aluna. O colégio constatou também que os outros cinco colegas, que estavam frequentando a aula antes da fase de contágio da aluna, cumpriam as normas de distanciamento, higienização das mãos e uso de máscara, conforme orientado pelo protocolo.  

De acordo com a nota técnica da Anvisa quanto às estratégias baseadas em sintomas, “pessoas com covid-19 leve a moderada podem transmitir o vírus não mais que 10 dias após o início dos sintomas. Pessoas com doença mais grave a crítica ou pessoas imunocomprometidas, provavelmente podem transmitir o vírus não mais que 20 dias após o início dos sintomas”. Assim, nesse caso específico, segundo os fatos relatados pelos pais, as estratégias baseadas em sintomas da Anvisa e a orientação do infectologista, definitivamente, não houve relação de transmissão e/ ou contágio com o ambiente escolar.

Da mesma forma, o protocolo prevê os casos em que implicam riscos de contaminação da turma e colaboradores, o que ocorreu com uma outra aluna, do 8º ano EF, em que, prontamente, o Vieira enviou também comunicado às famílias da série, informando da necessidade de suspensão das aulas presenciais por período determinado.    

Desde o retorno, temos nos empenhado, incansavelmente, em promover diariamente, conforme previsto no protocolo, as condições de segurança para os alunos e colaboradores que frequentam os nossos espaços. Cada caso suspeito ou confirmado de covid, seja de aluno ou colaborador, tem sido tratado com a seriedade e cuidado que a situação inspira, sempre priorizando a vida.

Assim, sempre com transparência, todos os casos de infecção constatados pelo Colégio têm sido informados às famílias envolvidas e tomadas todas as medidas previstas, apoiando alunos, famílias e colaboradores. É importante, entretanto, a consciência de que há uma responsabilidade compartilhada com todos os que fazem parte da comunidade educativa. Dessa forma, o protocolo de segurança do Colégio determina que as famílias não enviem os alunos para a escola se apresentarem sintomas ou convívio com casos confirmados ou mesmo suspeitos. 

Sabemos do grande desafio e da seriedade do atual momento que a sociedade tem enfrentado. Desejamos acertar e estamos nos empenhando coletivamente para o aprimoramento das nossas ações de cuidado diante da complexidade que envolve o retorno às atividades presenciais das escolas na nossa cidade. Estamos sempre abertos ao diálogo com todas as famílias, guiados pelo propósito de seguirmos educando juntos.

Atenciosamente,

Conselho Diretivo

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