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"Não há improbidade", diz secretária de Lauro de Freitas sobre denúncia de favorecimento na compra de tablets
Denúncias são a respeito do processo licitatório

Foto: Reprodução/Vídeo
A secretária de Educação de Lauro de Freitas, Vânia Galvão, comentou nesta quarta-feira (1º), em entrevista à Rádio Metropole, a acusação feita pelo vereador Tenóbio (DEM) sobre a entrega dos tablets e o requerimento de uma CPI para apurar a situação. De acordo com Vânia, a gestão municipal "está tranquila" com as denúncias e tem condições de responder a todas elas.
Foram adquiridos 19.500 mil tablets para os estudantes e 1,8 mil tablets para professores e coordenadores pedagógicos. As denúncias são a respeito do processo licitatório. No processo, foi desclassificada a empresa Multilaser, ganhadora do pregão eletrônico. A empresa que ganhou a licitação estava vendendo o mesmo equipamento, da própria Multilaser, com um preço mais alto (cerca de R$ 3 milhões a mais). A empresa escolhida também trocou em oito dias seu capital social de R$ 200 milhões para R$ 2,4 milhões.
"Temos aproximadamente 28 mil estudantes que estão sendo contemplados com esses tablets, cedidos pela prefeitura para alunos do 1º ano 9º ano do ensino fundamental", diz Vânia. "Nós não temos grandes preocupações com isso que está sendo colocado porque entendemos que não há qualquer ato de improbidade a ser apurado, uma vez que o procedimento licitatório foi realizado através de um pregão eletrônico".
O processo é investigado pelo Ministério Público da Bahia. Os vereadores da oposição, no entanto, fizeram o requerimento de uma "CPI dos Tablets" que foi negada em votação nesta quarta-feira (1º).
"Nós não fizemos uma licitação apenas para a aquisição de tablets, nós fizemos uma licitação para a aquisição de um sistema integrado com plataforma exclusiva para Lauro de Freitas para possibilitar a transmissão de aulas para os docentes. A Multilaser não foi eliminada por preço, mas por não ter apresentado esse sistema integrado", afirma a secretária.
A secretária nega que a Multilaser foi desclassificada por não poder oferecer assistência técnica em Lauro de Freitas, como foi feita a denúncia. E reforçou que "está bastante tranquila e fará a defesa, pois está com 'consciência tranquila'".
Outra parte da denúncia era a demora na entrega dos tablets. A secretária atribui a demora da entrega para a instalação da plataforma de aulas nos aparelhos. "Nós preferimos assim para uma entrega segura", diz. Ainda faltam cerca de 18 mil tablets a serem entregues, Vânia diz que pelo menos 70% devem chegar em meados de setembro.
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