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Funcionários vão à Justiça contra desapropriação de clube da Petrobras e falam em especulação imobiliária

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Funcionários vão à Justiça contra desapropriação de clube da Petrobras e falam em especulação imobiliária

Associados têm até 22 de novembro para desapropriar Cepe, em Stella Maris

Funcionários vão à Justiça contra desapropriação de clube da Petrobras e falam em especulação imobiliária

Foto: Divulgação/Cepe

Por: Tailane Muniz no dia 02 de novembro de 2021 às 12:00

Os associados do Clube dos Empregados da Petrobras (Cepe), localizado em Stella Maris, em Salvador, foram notificados a desapropriar a área até o próximo dia 22 de novembro. A decisão da Petrobras foi comunicada internamente no mês de junho e estabeleceu, a partir de então, o prazo de quatro meses para a desocupação. Do outro lado, os cinco mil sócios vão tentar reverter a situação também por meios jurídicos, explica o presidente do Cepe, Dejair Santana.
 
Ao Metro1, Santana diz que a determinação da empresa foi recebida com surpresa pelos sócios que, desde então, tentam um diálogo. Chegaram a se reunir com o chefe de gabinete, Áureo Ferreira, mas o prazo caminha para o fim e ainda não há um retorno dos dirigentes. "Não posso dar maiores informações sobre a tratativa, mas estamos nos organizando para buscar a Justiça, afinal, eles não têm razão para determinar isso", explica ele, que reivindica a copropriedade do terreno para os funcionários. 
 
Até o momento, a Petrobras não justificou a razão pela qual determinou a desapropriação, ou o que pretende fazer no local.  A reportagem procurou a empresa e aguarda um retorno.
 
Trata-se, defende Dejair, de um caso de especulação imobiliária. Ele lembra que o Cepe, em funcionamento há 34 anos, compreende uma Área de Proteção Ambiental (APA) e, por isso, há temor pelas consequências de eventuais negligências. "Eles vão colocar em leilão público, com certeza. E eu queria saber do ecossistema. Eles vão preservar? Será?", indaga o presidente, ao acrescentar que o clube emprega 200 famílias e atende a pelo menos 34 instituições sociais.
 
"É uma enorme perda não só para nós, mas para as pessoas que trabalham lá, suas famílias, os vinte mil familiares dos sócios que utilizam a área para lazer e tantas outras atividades".