Quinta-feira, 19 de maio de 2022

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Terceirizados do Hospital Roberto Santos estão sem receber há 60 dias

MR Serviços e Empreendimentos Eireli também não pagou o 13º aos funcionários

Terceirizados do Hospital Roberto Santos estão sem receber há 60 dias

Foto: Carol Garcia / GovBA

Por: Maria Clara Andrade no dia 25 de janeiro de 2022 às 14:11

Mais de um mês após as primeiras denúncias, parte dos terceirizados que trabalhavam na higienização do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) continua sem receber seus direitos trabalhistas. 

José Mauro de Nascimento, de 35 anos, diz não ter um real no bolso. Ex-funcionário terceirizado do HGRS, Mauro foi demitido em dezembro, junto com o restante da equipe que trabalhava na higienização do espaço. E, assim como alguns de seus colegas, ainda não recebeu o salário dos meses de novembro, dezembro e nem o décimo terceiro.

A empresa responsável pelo pagamento, a MR Serviços e Empreendimentos Eireli, simplesmente sumiu do mapa. E a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) se exime da responsabilidade. Segundo a Sesab, "dos cerca de 600 postos de trabalho contratados junto à MR, resta um passivo de cerca de 1% do quadro que não foi atendido em função de erros cadastrais. A orientação da Sesab é que o funcionário procure a unidade em que trabalhava e relate a situação para que possa ser identificado o motivo do não pagamento", disseram, em nota enviada ao Metro1.

Nascimento diz já ter procurado todas as instâncias possíveis e não encontra respostas. "Eles dizem que não tem pendência. E eles dizem 'olhe não é só você, porque existem várias pessoas na mesma situação'", diz o ex-funcionário que explica já ter entrado em contato com a diretora do HGRS, com seu assessor e com a contratante da Sesab. Além disso, Mauro também diz ter feito uma denúncia na ouvidoria do Estado da Bahia, mas nada foi feito. 

"Ninguém sabe se vai ter rescisão, quanto que vai ser, seguro desemprego... A gente saiu 30 de dezembro e até hoje não tem o parecer da Sesab se vai ser responsabilizado pela lei anticalote", diz.

Desde o dia 13 de dezembro, o Metro1 tenta entrar em contato com a empresa MR, sem sucesso. Os telefones que constam no cadastro da empresa no Portal da Transparência do governo não funcionam.  

Anteriormente, a Sesab afirmou já ter feito o repasse do valor integral relativo ao pagamento do 13º salário dos colaboradores. "Por fim, em relação ao débito da empresa MR para com os trabalhadores, as cautelas administrativas já foram adotadas, e a situação será conduzido pela SESAB, de acordo com as orientações da PGE e normativos da SAEB, com vistas a assegurar o pagamento dos trabalhadores", afirmou a secretaria em nota.

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