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Engenheiro é multado em zona azul após compra de dois tíquetes; Transalvador fala em "bilhete não ativo"
O órgão de transito alega que um dos bilhetes foi comprado, mas não foi ativado para uso

Foto: Leitor Metro1
O que era para ficar na memória como um dia de almoço no bairro do Rio Vermelho, agora é lembrado pelo engenheiro Vinícius Bittencourt como o início de uma disputa contra a Transalvador. No dia 24 de abril, ele estacionou o carro na Zona Azul da Rua do Meio, pagou por dois bilhetes seguidos de 2h e dias depois descobriu que havia sido multado naquele mesmo dia.
Inicialmente, o problema para Vinicíus era que o horário da multa, 16h30, era justamente o período abarcado pelo segundo tíquete, válido das 15h16 às 17h16. Inconformado, o engenheiro entrou com um recurso questionando a multa.
Para surpresa de Vinícius, a chamada defesa de autos foi indeferida e para ter acesso à justificativa ele precisava agendar um horário e ir até a sede da Transalvador.
Segundo o engenheiro, a justificativa do órgão era que o local onde o veículo foi estacionado é de alta rotatividade, por isso só era permitido o estacionamento por 2h. Mais uma surpresa para o engenheiro, já que no local onde ele estacionou havia uma placa informando a possibilidade de compra de bilhetes de 2h, 6h e 12h. Vinícius então entrou com outro processo questionando a justificativa e enviando fotos da placa instalada no local.
“Tive que ir lá para ter acesso à justificativa, fui fazer a foto da placa. A gente se sente lesado e cansado. Parece que tudo é feito para que a gente seja lesado e desista de buscar nossos direitos. Se, por exemplo, fosse realmente o caso de o local permitir apenas 2h de estacionamento, como que o aplicativo deles permite comprar outro tíquetes? Fica parecendo que realmente é para lesar o cidadão”, reclamou Vinícius.
Ao Metro1, a Transalvador informou que a notificação foi emitida porque, no momento da fiscalização, não havia créditos ativos para estacionamento numa vaga de Zona Azul. Isso significa que Vinícius havia comprado o segundo bilhete, mas ele não estava ativo, por isso foi notificado como “veículo sem ticket digital”. O engenheiro, no entanto, alega que a compra do bilhete foi feita da mesma forma que sempre fez e que nunca foi exigida ativação.
Quanto à informação de que o local só permitiria estacionamento de curta duração, o órgão afirmou que foi “um adendo informativo, que não tem relação com o motivo do indeferimento”.
Na última terça-feira (19), o Metro1 noticiou o caso da psicóloga Maria Manuela Barros, que foi notificada pela Transalvador após comprar um bilhete de 6h com um guardador. No episódio, o órgão chegou a reconhecer a possíbilidade de algum equívoco.
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