Quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Cidade

Após diversas promessas de solução, caos continua na Estrada Velha do Aeroporto

Sete meses se passaram desde que a Prefeitura de Salvador prometeu uma solução para a Av. Aliomar Baleeiro, a Estrada Velha do Aeroporto. Em julho de 2015, o secretário de Infraestrutura, Paulo Fontana, afirmou que o Município estava finalizando um projeto para o local. [Leia mais...]

Após diversas promessas de solução, caos continua na Estrada Velha do Aeroporto

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Por: Bárbara Silveira no dia 20 de fevereiro de 2016 às 10:34

Sete meses se passaram desde que a Prefeitura de Salvador prometeu uma solução para a Av. Aliomar Baleeiro, a Estrada Velha do Aeroporto. Em julho de 2015, o secretário de Infraestrutura, Paulo Fontana, afirmou que o Município estava finalizando um projeto para o local. Em novembro, nova promessa: em no máximo 30 dias, haveria uma proposta de requalificação. Chegamos a fevereiro de 2016 e a situação continua a mesma: muito buraco e insegurança por toda parte.

Sem se identificar, um leitor procurou o Jornal da Metrópole para questionar a demora. “Eu tenho 52 anos e sou morador da Estrada Velha há 20. Trafego nela todos os dias. Eu gostaria de saber quando o Legislativo vai cobrar do Executivo, efetivamente, um trabalho sério na Estrada Velha — um local onde o setor imobiliário voltado para famílias de baixa renda cresce a cada dia, mas, há anos e anos, não se faz absolutamente nada pela infraestrutura”, indaga.

Orçada em R$ 76 milhões, uma obra de grande porte estava prevista para a área, mas, segundo Fontana, a recessão econômica — que impactou diretamente no repasse de verbas para as prefeituras — fez com que a administração municipal mudasse os planos para a Estrada Velha. 

Agora, depende do IPTU

De acordo com Paulo Fontana, a dimensão da obra que será realizada no local depende do montante arrecadado com o Imposto sobre a Propriedade Predial Urbana (IPTU) de 2016. Ou seja: se os recursos forem poucos, a população vai ter só o tradicional tapa-buracos. “Trabalhamos para reduzir o projeto para R$ 50 milhões e poucos, mas, assim mesmo, precisamos avaliar. Se não houver caixa para isso, vamos fazer uma requalificação das áreas mais críticas”, disse.

Questionado sobre o prazo para essas intervenções, o secretário alegou questões burocráticas. “Vou ter um despacho com o prefeito e espero ter um prazo nos próximos 15 dias. Tenho que ver o perfil da nossa arrecadação. Se for positivo, vai ter uma maior disponibilidade. Mas, de qualquer maneira, nós vamos fazer algum melhoramento lá”, afirmou Fontana.

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