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Em crise, mais hotéis podem fechar como o Pestana, diz dirigente hoteleiro

O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FeBHA), Silvio Pessoa, comentou em entrevista à Rádio Metrópole, nesta terça-feira (1º), a atual situação do turismo em Salvador com a falta do Centro de Convenções, e agora sem o Hotel Pestana, o maior da capital baiana, fechado definitivamente, na última segunda-feira (29). [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Station Travel

Por Gabriel Nascimento no dia 01 de Março de 2016 ⋅ 10:01

O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FeBHA), Silvio Pessoa, comentou em entrevista à Rádio Metrópole, nesta terça-feira (1º), a atual situação do turismo em Salvador com a falta do Centro de Convenções, e agora sem o Hotel Pestana, o maior da capital baiana, fechado definitivamente, na última segunda-feira (29). "O Pestana é um hotel icônico, num ponto muito bonito. Recebeu reis, rainhas. Isso repercute negativamente para Salvador e para a Bahia", disse.

De acordo com Pessoa, a crise econômica atinge diretamente o setor, que segundo ele, precisa de mais empenho da prefeitura e do governo para ter bons resultados. "Espero que o município e estado se unam. Não adianta a prefeitura fazer uma cidade bonita e se não tiver uma parceria com o estado. O ministério do Turismo tá inoperante, Embratur tá inoperante. É fato, o réveillon foi divulgado com 3 meses de antecedência, foi excelente. Tivemos um bom janeiro e o carnaval desse novo formato, mais próximo da população é um atrativo, precisamos de blocos, camarotes, mas precisamos do que o povo pede", ressaltou.

"Qualquer hotel precisa de 60% de ocupação para manter o ponto de equilíbrio, perdemos 10 mil postos de trabalho ano passado que não foram recuperados. Ano passado foi o pior dos últimos 30 anos. Trabalhamos no vermelho. Se não reverter esse quadro, outros hotéis seguirão o mesmo caminho. Essa noite teve 47% de ocupação", destacou.

Sobre o Centro de Convenções, Pessoa falou sobre a perda de congressos e eventos que deixam de ser realizados na cidade devido a ausência do equipamento. "Não saiu do papel. Passou 1 ano e 3 meses e só agora a Marinha propõe conversar para uma possível mudança de endereço. Estamos sem disputa de mercado. O Centro de Convenções que tem 37 anos precisa de manutenção, conservação pra pelo menos ajudar a captação de eventos. Somos o terceiro polo que recebe mais turismo no Nordeste, ensinamos ao mundo fazer turismo e hoje estamos patinando", completou.

 

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