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Projeto atrasa e novo monumento de Mãe Stella só deve ficar pronto em junho
Imagem foi incendiada durante a madrugada do dia 4 de dezembro; na ocasião prefeito Bruno Reis, atribuiu o caso à intolerância religiosa

Foto: Reprodução/Redes sociais
Prestes a completar quatro meses do incêndio que destruiu a escultura de Mãe Stella de Oxóssi, instalada na avenida que leva o nome da yalorixá, o novo monumento ainda não começou a ser produzido por conta de problemas burocráticos. De acordo com a Fundação Gregório de Mattos (FGM), responsável pela restauração, a previsão é que em até dois meses e meio a obra seja entregue.
No último dia 4 de dezembro, a imagem foi incendiada durante a madrugada. No mesmo dia, ela passou por uma perícia e foi retirada por agentes da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal). Na ocasião, o prefeito Bruno Reis (União), atribuiu o caso à intolerância religiosa. Desde então, o conjunto, que era formado por uma imagem de Mãe Stella, com dois metros de altura, e uma estátua de Oxóssi, tem 6,5 metros, permanece incompleto no local, apenas com a escultura do orixá.
A obra original foi criada pelo escultor Tatti Moreno, que morreu em julho do ano passado. A nova escultura vai ser feita pelo ateliê do artista, que agora é comandado pelos filhos dele, André e Gustavo Moreno. De acordo com a FGM, o atraso aconteceu por problemas na documentação do artista que assinará o novo monumento. Após a regularização dos documentos, o processo deve seguir para a Procuradoria do Município.
O Metro1 apurou que a escultura deve ser idêntica à original. A única diferença será no material utilizado, que vai ser resistente a fogo.
A estrutura foi instalada e inaugurada em abril de 2019, em homenagem a Mãe Stella, que morreu aos 93 anos em dezembro de 2018 e é uma das personalidades mais importantes do Candomblé no Brasil.
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