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"Vamos agir firmemente", diz Bellintani sobre cortes em salários de professores

Durante a apresentação da reserva de jornada dos professores, na manhã desta sexta-feira (11), o secretário municipal de Educação, Guilherme Bellintani, comentou novamente a greve dos professores da rede e criticou o movimento. [Leia mais...]

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Foto : Camila Tíssia/Metropress

Por Gabriel Nascimento e Camila Tíssia no dia 11 de Março de 2016 ⋅ 11:15

Durante a apresentação da reserva de jornada dos professores, na manhã desta sexta-feira (11), o secretário municipal de Educação, Guilherme Bellintani, comentou novamente a greve dos professores da rede, criticou o movimento e garantiu os cortes. "Vamos buscar retenção do repasse das verbas do sindicato pra garantir o pagamento da multa porque não é possível que um sindicato que esteja lutando por direitos, na hora que tenha uma decisão judicial vá descumprir a decisão judicial. Virou moda. Vamos agir firmemente pra que a decisão judicial seja cumprida ou a multa seja paga", afirmou.

"Pra mim tá muito claro que a permanência da greve é meramente uma questão de disputa política e eleitoral, e de grupos que são de oposição ao prefeito. Acho que o uso das crianças da nossa cidade pra isso prejudica muito, e a questão de visão publica do assunto. Felizmente a greve tem uma decisão baixa, o que demonstra que o uso do instrumento de greve que é legítimo tá sendo mal feito", disse. De acordo com Bellintani, 65% das escolas da rede estão funcionando e 55% dos professores estão em atividade, de um total de 418 escolas na cidades e um quadro com 7 mil professores.

Na última quinta-feira (10), o prefeito ACM Neto, afirmou que, como a folha começa a ser fechada nesta sexta-feira (11), a administração municipal passa a computar o desconto dos dias parados dos professores e que a medida será estendida a qualquer servidor que aderir ao movimento grevista. Os trabalhadores em educação estão reunidos na manhã desta sexta-feira (11) no Ginásio dos Bancários na assembleia geral da Rede Municipal de Ensino. Segundo a direção da Associação dos Professores Licenciados do Brasil – Secção da Bahia (APLB-BA) a volta às aulas só depende dos trabalhadores. 

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